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Recuperar teatro degradado em Alhandra só com fundos comunitários

Equipamento municipal está muito degradado e sem futuro

Edição de 12.04.2018 | Economia

O degradado e abandonado teatro municipal Salvador Marques, em Alhandra, concelho de Vila Franca de Xira, vai custar “muitos milhões” a ser recuperado e por isso as obras só poderão avançar com apoios da tutela ou de futuros quadros comunitários de apoio.
A nota foi deixada na última semana pelo presidente do município, Alberto Mesquita (PS), depois de ter sido novamente questionado pelos vereadores da CDU sobre o assunto. Mesquita admite que o edifício precisa de ser recuperado mas confessa que o custo é avultado e que vão havendo outras prioridades para o desenvolvimento do concelho.
“Existe um estudo sobre o que fazer naquele local e a ideia é que venha a passar para projecto de execução para reabilitar o teatro mas só o poderemos fazer se tivermos uma parceria da administração central ou de fundos comunitários. Quando a câmara ficou com o teatro não tinha da parte da população a paixão que hoje tem. Se tivesse havido uma preocupação mais vincada nessa altura talvez as coisas tivessem sido diferentes”, admite.
O teatro era da Misericórdia mas foi adquirido pela câmara na década de 1990. Para evitar uma degradação maior por causa do mau estado do telhado, o município colocou um telheiro para impedir a entrada de água no interior.
A população já por várias vezes manifestou o seu desagrado pelo estado em que se encontra o teatro, que foi adquirido com a perspectiva do município criar um pólo cultural naquela vila ribeirinha. Com o tempo viria a constatar-se que a requalificação do teatro era demasiado cara e alguns projectos para o espaço perderam a oportunidade de serem candidatados a fundos comunitários no início da década de 2000. Sem apoios e sem dinheiro para obras, o município decidiu murar as janelas e as portas do edifício para impedir o vandalismo e os assaltos. Mesmo assim, em 2013, uma porta mal fechada durante uma visita permitiu a entrada de assaltantes que levaram os poucos bens de valor que ainda restavam no edifício.

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