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Centro Escolar de Santa Margarida encerrado devido a maus cheiros

Câmara de Constância decidiu transferir os alunos para o centro escolar da sede de concelho até ser apurada a origem do problema e a resolução do mesmo.

Edição de 12.04.2018 | Sociedade

O agravamento dos maus cheiros de origem desconhecida no Centro Escolar de Santa Margarida levaram a Câmara Municipal de Constância a encerrar esse estabelecimento de ensino até que técnicos apurem as causas do problema.
“É um cheiro a ovos podres que decorre desde 2016 mas que na sexta-feira (6 de Abril) se intensificou. Decidimos suspender preventivamente as aulas neste centro escolar até que se apurem as causas deste problema e seguindo, aliás, as recomendações de um relatório que assim o sugere”, anunciou no domingo o presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira (PS). Questionado sobre prazos previsíveis para a resolução do problema, o autarca disse “acreditar que daqui a duas ou três semanas haverá conclusões”.
O problema dos maus cheiros começou a sentir-se apenas no ano lectivo 2015-2016, gerando preocupações junto dos pais e encarregados de educação, tendo os mesmos sido informados da decisão da autarquia em transferir os alunos para a sede do Agrupamento de Escolas Luís de Camões, em Constância, a partir de terça-feira, 10 de Abril.
“Os pais aceitaram bem esta medida porque é a mais sensata e porque é a que defende a segurança e bem-estar das crianças e profissionais”. O autarca socialista anunciou ainda a “abertura imediata de um inquérito interno na câmara para apuramento de responsabilidades” no que concerne ao não registo de entrada nos serviços de um relatório do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) sobre o problema.
“A intensidade do cheiro sentiu-se de forma grave na sexta-feira e nesse dia solicitei que me fizessem chegar toda a documentação que existia sobre o processo. Até aí, tinha apenas conhecimento de um relatório do Instituto de Soldadura e Qualidade, datado de Abril de 2016, no qual não se levantavam problemas de maior”, relatou.
Todavia, nesse dia, o autarca, há cinco meses nessas funções, disse ter sido “surpreendido pela existência de um segundo relatório”, do Politécnico de Tomar, também de Abril de 2016, “no qual a primeira recomendação que se fazia era o encerramento do Centro Escolar”, até ao apuramento da fonte do problema.

Ex-presidente manteria escola aberta
A ex-presidente da Câmara Municipal de Constância, Júlia Amorim (CDU), revelou em conferência de imprensa que “o relatório (…) estava arquivado no gabinete de Acção Social e Educação, embora não no sistema digitalizado”, tendo feito notar que, “se o quisesse ocultar, o mesmo teria sido destruído”.
Júlia Amorim assegurou também que repetiria a decisão de manter o Centro Escolar de Santa Margarida a funcionar, não se revendo na decisão do actual presidente. “Hoje, com os dados que constam dos relatórios [datados de Abril de 2016], não fecharia a escola. Como não fechei em 2016”, disse a actual vereadora da CDU.
Questionada sobre a sua decisão de não encerramento do Centro Escolar, Júlia Amorim disse que no “relatório oficial, o do ISQ, num total de 18 parâmetros, só um não tinha valores condizentes, não levantando grandes problemas”, ao passo que o do IPT, “apesar de ter algumas sugestões que foram seguidas, revelava algumas incongruências”.

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