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Prémio Arquimedes Silva Santos pode ganhar forma
Arquimedes Silva Santos

Prémio Arquimedes Silva Santos pode ganhar forma

Município de Vila Franca de Xira estuda forma de homenagear autor neo-realista. A ideia não é nova mas voltou a ser falada na última sessão da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira: depois de Alves Redol, Carlos Paredes e Mário Rui Gonçalves, porque não atribuir um prémio com o nome de Arquimedes Silva Santos? Talvez, diz a câmara.

Edição de 12.04.2018 | Sociedade

O município de Vila Franca de Xira vai estudar a possibilidade de vir a atribuir um prémio municipal com o nome de Arquimedes da Silva Santos, um dos seus maiores vultos da cultura. Não se sabe ainda de que área versará o prémio, mas Alberto Mesquita (PS) diz que a ideia é boa e deve ser pensada. “Quando falamos de Arquimedes da Silva Santos temos de fazer uma vénia, é uma pessoa que vai muito para além do seu mérito concelhio e até nacional. Esta ideia pode ser bem aproveitada num outro contexto que vamos analisar e enquadrar devidamente”, afirmou o autarca.
A acontecer não seria a primeira vez que Vila Franca de Xira distingue um autor criando um prémio em sua memória, como acontece actualmente com o prémio literário Alves Redol, o prémio musical Carlos Paredes e o prémio de teatro Mário Rui Gonçalves. A dica foi lançada pela bancada do Bloco de Esquerda a propósito do recente doutoramento honoris causa atribuído a Arquimedes Santos pela Universidade de Lisboa. A cerimónia realizou-se no dia 27 de Março no salão nobre da reitoria da universidade.
Arquimedes da Silva Santos é uma das grandes figuras da história política e cultural do concelho. Nascido em 1921 na Póvoa de Santa Iria, constituiu com Alves Redol, Carlos Pato, Garcez da Silva, Júlio Graça ou Bona da Silva o chamado grupo neo-realista de Vila Franca de Xira. Humanista de dimensão maior, Arquimedes da Silva Santos foi uma das figuras importantes do projecto de institucionalização definitiva do Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira, tendo contribuído de um modo activo em todas as suas etapas, enquanto membro fundador da primeira Comissão Instaladora.
Também por essa razão, a exposição biobibliográfica “Arquimedes da Silva Santos, Sonhando para os Outros”, marcou o início do ciclo de exposições dedicadas a autores neo-realistas, aquando da inauguração das novas instalações do Museu do Neo-Realismo, em 2007.
Nessa altura O MIRANTE realizou uma grande entrevista com o autor, na sua casa, que vale a pena ler ou reler. Nela confessava que se dependesse do dinheiro que ganhou como médico durante a sua vida hoje andaria a pedir esmola. “Desde há muitos anos que estou fora deste mundo. As frustrações têm sido tantas que me sinto excluído e desorientado com tanta coisa que se está a passar. Há muito que me escapa mas, pelo que vejo, o mundo caminha para o abismo. Espero que a Humanidade encontre o caminho para se salvar dos seus muitos problemas”, dizia.

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