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Balcão da Caixa Agrícola de Santo Estêvão reduz horário de funcionamento
Agência passou a fechar mais cedo para rentabilizar recursos

Balcão da Caixa Agrícola de Santo Estêvão reduz horário de funcionamento

Quem vive na aldeia teme que a decisão seja o primeiro passo para o encerramento da agência.

Edição de 19.04.2018 | Economia

O balcão da Caixa Agrícola de Santo Estêvão, concelho de Benavente, passou a funcionar desde o mês passado com um horário reduzido, fechando as portas ao público às 12h00 ao invés de ser às 15h00, como acontecia anteriormente. A medida está a deixar apreensivos alguns moradores e também o presidente da junta de freguesia, que teme que este seja o primeiro passo para o encerramento definitivo daquela agência, que tem pouco movimento.
É o único banco que existe na aldeia e onde está situado também a única caixa multibanco que serve a localidade. “Estamos desagradados com a medida que surge precisamente numa altura em que a aldeia está em forte crescimento e com o surgimento de novos negócios. Ainda por cima não houve qualquer explicação dada à junta e temos medo que feche. Se isso acontecesse seria muito mau e colocava muita coisa em causa”, lamenta a
O MIRANTE o presidente da Junta de Santo Estêvão, Nelson Norte (PSD).
Também outros moradores confessaram a sua apreensão pela situação, embora admitam que o balcão “atende pouca gente” e que está “quase sempre vazio”.
O balcão faz parte da Caixa Agrícola de Salvaterra de Magos, que tem oito agências espalhadas pelos concelhos de Salvaterra de Magos e Benavente. Nelson Norte revela que tem marcada para breve uma reunião com a administração da Caixa mas admite que se houver um encerramento no futuro irá tentar captar outros bancos para se instalarem no local. “Teremos de procurar soluções porque não podemos ficar sem banco”, explica.

Não há intenção de encerrar agência
O MIRANTE questionou oficialmente a Caixa Agrícola que explica que não há intenção de encerrar a agência. Mas nota que só uma adesão “minimamente compensadora a produtos e serviços” poderá garantir a “perenidade dos seus serviços”. A administração explica que os custos da actividade são superiores ao proveitos mas reconhece a importância que a agência tem para a população. “Mas também sabemos que a responsabilidade da existência da instituição de crédito é tanto dela como dos próprios interessados que, tendo o serviço, a ele não têm aderido de forma e em número suficiente”.
A agência de Santo Estêvão foi construída nos anos 1980 e pertence à Caixa Agricola de Salvaterra desde 2002, depois da extinção da antiga Caixa Agricola de Samora Correia. Abriu numa altura em que a aldeia apresentava um forte dinamismo industrial e habitacional, havendo até na altura a perspectiva de instalação de um pólo universitário, que nunca se concretizou. A aldeia sofreu muito com a crise da última década e foi definhando. Só recentemente começou a recuperar algum do dinamismo empresarial do passado.
A Caixa Agrícola de Salvaterra de Magos, recorde-se, esteve em 2016 e 2017 envolvida em vários casos na justiça sobre as eleições para a sua administração e, no ano passado, o presidente da instituição chegou a ser acusado pelo Ministério Público de um crime de violação de segredo por ter divulgado dados de um associado numa assembleia.

Balcão da Caixa Agrícola de Santo Estêvão reduz horário de funcionamento

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