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Trabalhadores do entreposto Lidl de Torres Novas ameaçam com greve

Paralisação está agendada para os dias 29 e 30 de Abril e 1 de Maio.

Edição de 19.04.2018 | Economia

Os trabalhadores do entreposto de Torres Novas do Lidl estão dispostos a avançar para uma greve de três dias caso a empresa recuse negociar uma actualização anual dos salários, disse o secretário-geral da CGTP.
Arménio Carlos participou num plenário realizado no entreposto do Lidl de Torres Novas, no âmbito da quinzena de luta por aumentos salariais nas empresas de grande distribuição, iniciada na passada semana por iniciativa do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).
O dirigente sindical afirmou que, além da actualização salarial, foram pedidas “respostas a problemas que têm a ver com o trabalho a tempo parcial que está a inundar esta multinacional e que não se justifica quando boa parte destes trabalhadores estão a ocupar postos de trabalho permanentes”.
Segundo o responsável da CGTP, os trabalhadores mostraram-se disponíveis para avançarem para uma greve, agendada para 29 e 30 de Abril e 1 de Maio, “se o Lidl não responder positivamente às reivindicações”.
Valter Ferreira, do CESP, afirmou que a negociação da contratação colectiva para o sector da grande distribuição está a decorrer há cerca de 16 meses, com a associação patronal a exigir contrapartidas para a actualização da tabela salarial, como por exemplo que “abdiquem de direitos fundamentais como o pagamento do trabalho em dia feriado e em dia de descanso semanal e do trabalho extraordinário”.
Para o dirigente sindical, estas exigências “não são minimamente aceitáveis, porque o contrato de trabalho já permite horários agilizados, indo ao encontro à realidade do funcionamento da empresa”.

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