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Buscas por causa de programa com Moita Flores patrocinado pela Águas de Santarém

Em causa está um patrocínio da empresa municipal ao programa da RTP ‘Justiça Cega’ onde Moita Flores era comentador. Os factos remontam a 2012, quando o escritor era também presidente da Câmara de Santarém e da Águas de Santarém.

Edição de 19.04.2018 | Sociedade

As instalações da Águas de Santarém e da RTP em Lisboa foram na terça-feira, 17 de Abril, alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária (PJ). Em comunicado, o Departamento de Investigação e Acção Penal de Évora adianta que não há arguidos constituídos e que a investigação teve início numa denúncia de factos que terão ocorrido em 2012, podendo, segundo o MP, estar em causa o crime de abuso de poder.
A nota refere que estão a ser investigadas “as circunstâncias em que uma empresa municipal efectuou o pagamento de duas facturas relativas aos custos associados à gravação de um programa de informação da RTP em que era comentador residente remunerado um administrador da empresa municipal”.
Segundo fonte ligada ao processo, as buscas dizem respeito a um patrocínio da empresa municipal Águas de Santarém ao programa da RTP ‘Justiça Cega’ onde Moita Flores era comentador remunerado. Moita Flores era na altura também presidente da Câmara de Santarém e da administração da Águas de Santarém.
O assunto foi noticiado por O MIRANTE em 21 de Agosto de 2014. A RTP facturou à empresa Águas de Santarém, exclusivamente detida pela Câmara de Santarém, as transmissões em directo do programa Justiça Cega a partir de Santarém e da Figueira da Foz, num total de mais de 12 mil euros.
A estranheza do envolvimento da empresa já tinha sido levantada numa reunião de câmara mas nunca se soube bem os contornos do negócio. Na altura, a RTP, através de uma empresa de consultoria, foi parca em explicações. O MIRANTE teve acesso às facturas referentes às duas transmissões que curiosamente foram emitidas no mesmo dia, 20 de Agosto de 2012, cerca de dois meses antes de Moita Flores ter renunciado ao cargo de presidente da câmara, após um período em que suspendeu as funções alegando razões de saúde.

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