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Polícia identificou suspeita de burla a comerciantes em Tomar

Mulher de 40 anos lesou estabelecimentos com serviço de ‘payshop’

Edição de 19.04.2018 | Sociedade

A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Tomar identificou uma mulher de 40 anos, residente na cidade, suspeita de ter burlado três comerciantes de duas tabacarias e uma papelaria no centro histórico de Tomar. Os casos ocorreram nas últimas duas semanas e os alvos foram estabelecimentos com serviço de ‘payshop’. Dos três casos reportados, apenas um dos comerciantes apresentou queixa na PSP de Tomar, que tomou conta das investigações.
A mulher dirigia-se às lojas que tinham serviço de carregamento de telemóveis e pagamento de serviços e apresentava os dados (entidade, referência e montante) no ecrã do telemóvel ou em papel. Depois perguntava se dava para pagar ou carregar um cartão pré-pago. O funcionário fazia a experiência com o seu cartão de crédito e, quando se confirmava a operação, a burlona dizia que não tinha dinheiro e ia levantá-lo a um multibanco, nunca mais aparecendo no estabelecimento. Em dois dos casos, os comerciantes não conseguiram anular as operações.
Um dos casos ocorreu na manhã de 3 de Abril. A mulher, descrita por uma das vítimas da burla, como tendo um discurso fluente e estando bem vestida, entrou na loja e perguntou à funcionária se dava para fazer o carregamento de um cartão pré-pago no valor de 120 euros. A funcionária experimentou com o cartão de crédito da loja e conseguiu. Entretanto, a mulher disse que ia ao multibanco mais próximo e já vinha. “Se soubesse, tinha agarrado num braço dela e ia com ela, mas só soube alguns minutos depois e já não a consegui encontrar”, contou a O MIRANTE, preferindo manter a reserva de identidade.
A lesada ainda se dirigiu à entidade bancária responsável pelo cartão pré-pago para anular a operação, mas sem sucesso, pois a mulher já tinha feito o levantamento do dinheiro. “Ela já devia ter junto ao multibanco alguém cúmplice à espera para levantar os 120 euros”, acredita um dos proprietários lesados.
Outro dos casos ocorreu à hora de almoço do dia 4 de Abril. A burlona dirigiu-se à loja com uma factura em papel de custas judiciais no valor de 52 euros devido a uma cassação da carta de condução e perguntou se era possível fazer aquele pagamento. Entretanto, o comerciante experimentou com o cartão de crédito do estabelecimento e conseguiu. Foi quando a mulher disse que não tinha ali o dinheiro mas ia levantá-lo ao multibanco mais próximo. Com a demora, o proprietário apercebeu-se logo que a mulher o tinha burlado e decidiu telefonar ao seu banco para cancelar a operação.

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