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ClenLab apoia reflorestação dos concelhos afectados pelos incêndios
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ClenLab apoia reflorestação dos concelhos afectados pelos incêndios

Por cada utente atendido no laboratório de análises clínicas é doada uma árvore

Edição de 26.04.2018 | Economia

“Somos por novos inícios” é o nome da campanha de apoio à reflorestação nos concelhos de Abrantes, Sardoal, Vila de Rei, Sertã e Mação, apresentada na sede da ClenLab, em Abrantes, no dia 18 de Abril. Por cada utente atendido no laboratório de análises clínicas, até 31 de Julho, esta empresa compromete-se a entregar uma árvore a ser plantada numa das áreas ardidas nos grandes incêndios de 2017.
Clotilde Roldão, da direcção da ClenLab, conduziu a sessão de apresentação, onde foi reforçado o facto de esta campanha sair fora da actividade da empresa, mas sublinhou que a empresa “não podia ficar indiferente” ao flagelo dos fogos, tendo assumido o compromisso de contribuir para a preservação do ambiente e dos ecossistemas atingidos, no âmbito da sua responsabilidade social. “Todos os anos, no quadro daquilo que é a nossa responsabilidade social, temos vindo a apoiar várias instituições, nomeadamente Instituições Particulares de Solidariedade Social”, realçou Amaral Lopes da ClenLab.
Tendo em conta a tragédia dos incêndios, a empresa decidiu “acrescentar o pilar do Ambiente àquilo que é a nossa responsabilidade social”, salienta Amaral Lopes, da ClenLab. “É nossa vontade que no dia do Ambiente se leve a cabo, de uma forma simbólica, em colaboração com a câmara municipal, a plantação de algumas árvores”, referiu o responsável, tendo acrescentado que o objectivo da acção é atingir os cerca de dez a catorze hectares de mancha reflorestada. “O laboratório dá o pontapé de saída e as primeiras cinco mil árvores serão oferecidas pelo laboratório. São mil por cada município”, acrescentou.
Em Abrantes as árvores oferecidas – pinheiro bravo ou de outra espécie autóctone – serão plantadas numa encosta que confina com a Albufeira de Castelo do Bode, virada a norte para a Praia Fluvial, na área de intervenção da ZIF de Aldeia do Mato, fortemente fustigada durante os incêndios de 2017. A Gestiverde, entidade gestora da ZIF, será o parceiro. André Nunes, técnico da Gestiverde, refere que esta é uma oportunidade para ajudar a enquadrar melhor a praia fluvial mas, principalmente, para “criar valor para as gerações futuras”.
“Há uma responsabilidade do território, começando pelos proprietários. Desde 14 de Agosto de 2008 reúnem-se em Zona de Intervenção Florestal para fazerem uma gestão integrada do seu território, para que saibam o que são as limitações de uma propriedade de pequena dimensão e consigam ganhar escala na intervenção e na abrangência da sua actividade. Eles tiveram esse trabalho, que vai fazer agora dez anos, e quando iriam colher frutos desse trabalho, ao longo destes anos, viram-se na iminência de repensar tudo aquilo que fizeram”, explicou André Nunes. A campanha “é uma contribuição importante e com esta oportunidade acreditamos que podemos ajudar não só a tornar a praia fluvial de Aldeia do Mato melhor, que se encontra um pouco infeliz, e a criar valor para que as gerações futuras possam aproveitar”, reforçou.
Na sessão de lançamento da campanha, Helena Mendes, directora técnica da ClenLab e Clotilde Roldão, sócia da empresa, assinaram o protocolo com a Gestiverde. No concelho de Vila de Rei, será o município a levar por diante o trabalho de reflorestação no Penedo Furado. Em Mação, será a AfloMação a proceder ao trabalho de reflorestação no Vale do Rato. No Sardoal, será a Misericórdia a assumir os trabalhos no terreno. Na Sertã ainda não está definido o local.
A presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, agradeceu a iniciativa desta empresa privada que se enquadra no espírito de responsabilidade, de entidades públicas ou privadas, a favor da defesa da floresta e das populações. A autarca reforçou “que a responsabilidade em matéria de Protecção Civil não é exclusivamente das entidades que têm essa competência de forma mais directa, mas cada cidadão também tem de ser agente de Protecção Civil”. “Que esta campanha seja um incentivo à ZIF de Aldeia do Mato para começar de novo”, referiu Maria do Céu Albuquerque.

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