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Mais velhos e hipertensos: assim vai a saúde dos vilafranquenses
Plano de saúde foi apresentado com a presença de Alberto Mesquita (ao centro) e Francisco George (à direita)

Mais velhos e hipertensos: assim vai a saúde dos vilafranquenses

Em 289 páginas, o Perfil Municipal de Saúde faz uma análise às condições de vida e saúde das pessoas que vivem no concelho de Vila Franca de Xira. O balanço global é positivo mas há coisas a melhorar. A esperança média de vida é de 80,5 anos. O MIRANTE consultou os dados e apresenta-lhe as conclusões mais relevantes.

Edição de 26.04.2018 | Sociedade

Se vive no concelho de Vila Franca de Xira saiba que os salários médios têm aumentado nos últimos anos, que se vive até uma idade mais avançada e que a diabetes e a hipertensão serão as suas doenças mais prováveis. Saiba também que vive num dos concelhos com menos criminalidade da Área Metropolitana de Lisboa (AML), que o número de sem-abrigos está a descer e que a qualidade do ar e o ruído estão em níveis confortáveis. Os dados constam do Perfil Municipal de Saúde de 2017, apresentado no dia 17 de Abril na Fábrica das Palavras e que traça um retrato da saúde da população e dos seus determinantes sociais e económicos.
Um dos dados que se destaca é o aumento do índice de envelhecimento, que passou dos 67 para 79 idosos por cada 100 jovens. E a dependência total aumentou de 38 para 44 jovens e idosos a cada 100 indivíduos em idade activa. 54,38 por cento da população usa o automóvel para as suas deslocações diárias em detrimento dos transportes públicos. E os níveis de escolaridade são superiores à média da região, desde o ensino pré-escolar ao pós-secundário.
Ainda existem 144 casas no concelho que não têm água canalizada e esgotos e 57 por cento das casas estão sobrelotadas, ou seja, vive gente a mais sob o mesmo tecto. Nesse tema, o concelho supera em 4 por cento os valores médios da AML. O documento agora apresentado, elaborado pela câmara municipal em conjunto com o Agrupamento de Centros de Saúde do Estuário do Tejo e o Hospital Vila Franca de Xira, mostra também que em Março de 2017 foram identificados pelos serviços sociais 38 pessoas a viver sem abrigo no concelho. Os números têm caído ao longo dos anos – chegaram a ser 52 em 2014. A maioria está hoje na faixa etária entre os 46 e os 65 anos e está sem abrigo há mais de cinco anos. A razão mais frequente é o desemprego, alcoolismo e toxicodependência.
E há bons indicadores na carteira: o ganho médio mensal no concelho para os trabalhadores por conta de outrém tem vindo a aumentar desde 2004, tendo passado dos 968 euros para os actuais 1.113 euros. E 53,2 por cento da população residente no concelho com 15 e mais anos é beneficiária de algum tipo de apoio da Segurança Social, um valor superior à média da AML. 2.670 indivíduos beneficiam de rendimento mínimo garantido e rendimento social de inserção.

Cancro é dos que mata mais

Em Vila Franca de Xira as três principais causas de morte são as doenças do aparelho circulatório (32,3%), tumores malignos (27,4%) e doenças do aparelho respiratório (9,6%). E as doenças associadas à diabetes matam 3,2 por cento da população. A maioria dos utentes que entra nos centros de saúde e no hospital é hipertensa, obesa ou tem perturbações depressivas.
O Perfil Municipal de Saúde de 2017 revela também que foram registadas 33 doenças de declaração obrigatória, sobretudo tuberculose pulmonar, gastroenterite por salmonella, parotidite, hepatite c, tosse convulsa, meningite e gonorreia. No hospital as especialidades de cirurgia geral, ortopedia, otorrino, dermato-venerologia e oftalmologia foram as que tinham mais utentes em lista de espera.
Na triagem da urgência um doente muito urgente (pulseira laranja) esperou, em média, até 10 minutos para a primeira observação médica e um doente com pulseira azul (a menos urgente) até 240 minutos. As pulseiras verdes, mais frequentes, esperam até 120 minutos pela primeira observação médica.
A taxa bruta de natalidade é inferior à média da AML: 9,6% contra 10,1% e a maioria dos jovens são pais com idades entre os 30 e os 34 anos. A esperança média de vida é de 80,5 anos. Os índices de qualidade do ar são classificados como bons. As partículas em suspensão encontram-se bastante abaixo dos limites legais e o mesmo se passa para as medições do dióxido de azoto e monóxido de carbono.
Refere-se ainda que 58,5 por cento do edificado do concelho encontra-se exposto a níveis sonoros inferiores a 55 decibéis, considerado o limiar da incomodidade segundo a Organização Mundial de Saúde, valor que, se atingido, pode causar desconforto, cansaço, irritabilidade, stress e perturbação do sono.
Por fim uma nota para o trânsito: a cada mil habitantes dois morrem em acidentes rodoviários.

Mais velhos e hipertensos: assim vai a saúde dos vilafranquenses

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