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Transferência de funcionárias na Junta da Póvoa e Forte da Casa gera polémica
Jorge Ribeiro diz que não está em causa qualquer forma de discriminação

Transferência de funcionárias na Junta da Póvoa e Forte da Casa gera polémica

Mais de duas mil pessoas subscreveram abaixo-assinado a pedir a reversão da decisão. Promotores falam em perseguição, retaliação e vingança política por parte do PS. Junta diz que a decisão já estava tomada há mais de quatro anos.

Edição de 26.04.2018 | Sociedade

O executivo da Junta de Freguesia da União de Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa decidiu transferir duas trabalhadoras da delegação do Forte da Casa para a Póvoa de Santa Iria e a decisão está a gerar polémica. Na última semana foi entregue um abaixo-assinado com 183 folhas e 2.251 assinaturas manifestando “desagrado” e “indignação” pela situação e reclamando uma reversão da decisão.
Também na última assembleia de freguesia o tema foi discutido de forma tensa, com uma dura troca de palavras entre a bancada do movimento independente de António Inácio (que é o primeiro subscritor do abaixo-assinado) e a maioria socialista. A presidente da mesa da assembleia chegou mesmo a expulsar da sessão Cipriano Sousa, marido de uma das funcionárias em questão.
No abaixo-assinado diz-se que o executivo liderado por Jorge Ribeiro (PS), de forma “prepotente, abusiva e intimidatória”, decidiu transferir Ana Canas e Eduarda Silva da delegação da Junta no Forte da Casa – onde ambas trabalham há 30 e 28 anos, respectivamente – para a sede da junta, na Póvoa de Santa Iria. Um acto que consideram ser “de baixa política” e um acto de “perseguição, retaliação e vingança política”.
“No dia 3 de Novembro de 2017, dias após ter vencido as eleições autárquicas e tomado posse e julgando ter adquirido o poder absoluto, inexplicavelmente e sem informar as funcionárias, decidiu que a sua transferência teria início no dia 6 de Novembro. Pensamos que o fez sem enquadramento legal atendendo a que as funcionárias não foram ouvidas sobre a transferência em causa e o presidente da junta não as informou sobre as funções que iriam desempenhar na sede da junta”, referem os promotores do documento.
Consideram também que o afastamento das funcionárias – que entretanto entraram de baixa médica e não estão ao serviço – é um “castigo” e “perseguição” que “não traz benefícios para a população nem para a vida pessoal ou profissional das funcionárias, resultando unicamente do facto de terem apoiado publicamente a candidatura independente de António José Inácio” nas últimas eleições. António José Inácio e Ramiro Matos, membros dessa candidatura independente, são os primeiros subscritores da missiva.

Junta fala em acto de gestão
A decisão de transferência das duas funcionárias já estava tomada há mais de quatro anos mas foi sendo protelada, alegadamente, a pedido das funcionárias. A O MIRANTE o presidente da junta, Jorge Ribeiro, refuta todas as críticas de que é alvo e diz que não é possível abrir uma excepção para duas funcionárias em detrimento dos restantes 70 funcionários e garante que todo o assunto foi falado com as próprias.
O autarca diz que se trata de um “acto de gestão” que visa melhorar os serviços prestados pela autarquia aos cidadãos. Acrescenta que não está em causa “qualquer forma de discriminação” e que as acusações “não fazem sentido”, assegurando que os trabalhadores da junta são todos “tratados por igual” e sempre com grande reconhecimento e abertura por parte do executivo.

Transferência de funcionárias na Junta da Póvoa e Forte da Casa gera polémica

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