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Vila Franca de Xira quer ser exemplo para o país com a criação do Dia Paralímpico
Inclusão, igualdade, superação e oportunidade foram as palavras mais ouvidas nos discursos

Vila Franca de Xira quer ser exemplo para o país com a criação do Dia Paralímpico

Iniciativa do munícipio é pioneira em Portugal. Pretende despertar consciências e mudar mentalidades, mostrando que a integração de pessoas com deficiência também é possível fazer-se através do desporto adaptado.

Edição de 03.05.2018 | Desporto

O Município de Vila Franca de Xira fez história ao criar o primeiro Dia Paralímpico Municipal, em parceria com o Comité Paralímpico de Portugal. O evento pioneiro no país realizou-se no dia 27 de Abril, no Pavilhão Multiusos de Vila Franca de Xira e Parque Urbano do Cevadeiro, com actividades de desporto adaptado, abertas à experimentação dos alunos de várias escolas do concelho.
A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, evidenciou a “enorme potencialidade do Dia Paralímpico Municipal” criado em Vila Franca de Xira, concelho onde reside, e referiu que a “iniciativa de carácter inédito” deve ser alargada a todo o país.
Cerca de uma centena de alunos da Escola Básica Dom António Ataíde, Escola Secundária Gago Coutinho, EB2,3 Soeiro Pereira Gomes e AIPNE - Associação para a Integração de Pessoas com Necessidades Especiais experimentaram oito modalidades adaptadas - atletismo, basquetebol, boccia, orientação, paraciclismo, ténis, ténis de mesa e tiro com arco - sob orientação de técnicos especializados de federações e clubes.

Política de inclusão é aposta ganha
O presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), garantiu que o município está focado em pôr em prática a “política de inclusão” que tem vindo a desenvolver e que “a comunidade está agora mais receptiva para a receber”. O autarca referiu ainda que esta foi “uma aposta ganha” e que “vai ser uma das muitas iniciativas” para anos vindouros.
Há alguns anos que a autarquia tem desenvolvido uma política de preocupação com a inclusão, mas foi com o actual executivo que pela primeira vez se criou um pelouro específico para a deficiência e inclusão, com a “preocupação de ter um olhar mais efectivo e objectivo sobre questões desta matéria”, disse a O MIRANTE a vereadora do pelouro, Manuela Ralha.
Inclusão, igualdade, superação e oportunidade foram as palavras mais ouvidas nos discursos dos autarcas e de José Lourenço, presidente do Comité Paralímpico de Portugal, durante as cerimónias de abertura e encerramento do Dia Paralímpico Municipal.
A secretária de Estado, Ana Sofia Antunes, figura de destaque na sessão de encerramento, evidenciou a “enorme potencialidade do Dia Paralímpico Municipal” e lançou o desafio a José Lourenço para estenderem este tipo de iniciativas a todo o país. Ana Sofia Antunes afirmou que “desporto é inclusão, superação, autoestima e que “faz muitíssimo bem a quem o pratica, seja em vertente lúdica ou profissional”, para pessoas com ou sem deficiência.
No concelho já pode ser praticada natação adaptada no Alhandra Sporting Club e danças de salão e ténis de mesa para pessoas com deficiência no Ateneu Artístico Vilafranquense.

“Preconceito é um processo adquirido com a idade”
A iniciativa era já um antigo desejo da vereadora Manuela Ralha e foi durante conversações informais entre os pelouros municipais do desporto, da deficiência e inclusão, e o Comité Paralímpico de Portugal, que surgiu a vontade de a colocarem em prática. “Achamos que a melhor forma de divulgar o desporto adaptado seria criarmos este dia, onde a inclusão se faz pelo desporto e pelos mais jovens”, disse a autarca.
Manuela Ralha entende o preconceito como “um processo adquirido com a idade” e, por isso, entende que a melhor forma de o combater é começar pelas camadas mais jovens. “Direccionamos este evento para as escolas, por entendermos que os alunos devem crescer a perceber que o desporto também é promotor de oportunidade, um agente de inclusão e autoestima”, fundamentou.

Luís Gonçalves

“Quem teve esta ideia foi um génio”

Luís Gonçalves, de 14 anos, aluno da Escola Dom António de Ataíde, na Castanheira do Ribatejo, não deixou escapar a oportunidade de poder experimentar as várias modalidades adaptadas do Dia Paralímpico Municipal. Luís é paraplégico e pratica atletismo adaptado. A O MIRANTE disse que “quem teve esta ideia foi um génio” e que a modalidade que mais gostou de experimentar foi o tiro com arco, pois teve “boa pontaria”.

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