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A hora do Parque de Negócios do Cartaxo vai chegar
João Teixeira (presidente da CCDRLVT), Luís Castro Henriques (presidente do AICEP), Pedro Ribeiro (presidente Câmara do Cartaxo), Maria João Serrano (CCDR Alentejo) e José Eduardo Carvalho (presidente AIP)

A hora do Parque de Negócios do Cartaxo vai chegar

José Eduardo Carvalho revelou que existem 27 lotes do Valleypark que estão em negociação e que recentemente foram fechados negócios com uma empresa francesa e outra dinamarquesa.

Edição de 03.05.2018 | Economia

“Os investidores do Parque de Negócios do Cartaxo não estão nada nervosos nem preocupados com o investimento que fizeram. Compraram 80 hectares de terreno bem localizados, consideram um investimento de médio e longo prazo e é gente com muita experiência nos negócios. Não pediram dinheiro ao banco para investir no Valleypark. Por isso não percebo muito bem porque é que há algum nervosismo de alguns agentes locais, que não são investidores do projecto, e que estão nervosos e ansiosos como se tivessem que pagar as contas deste investimento. Vamos ter calma porque a hora do Cartaxo vai chegar”.
As declarações do presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), José Eduardo Carvalho, foram proferidas durante o seminário empresarial “Cartaxo Invest” que decorreu na tarde de sexta-feira, 27 de Abril, no auditório da Tagusgás, no Parque de Negócios do Cartaxo. A iniciativa contou com a presença do presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), do presidente da CCDRLVT (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo), João Teixeira, do presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), Luís Castro Henriques e Maria João Serrano, da CCDR Alentejo.
José Eduardo Carvalho defendeu ainda que o projecto urbanístico do Valleypark é de grande qualidade e que não vão ali ser instalados “barracões” nem se vão vender os lotes ao desbarato. “Se houve resiliência para aguentar este projecto durante a altura da crise e do resgate financeiro também há competência para conduzir este projecto com êxito. Se durante o período negro da crise se conseguiu vender 31 hectares dos Parques de Negócio do Vale do Tejo, que engloba Santarém, Torres Novas, Rio Maior e Cartaxo, há que acreditar que a hora do Cartaxo vai chegar”, sublinhou.
O dirigente revelou que existem 27 lotes do Parque de Negócios do Cartaxo que estão em negociação e que no início desta semana foram fechados negócios com uma empresa francesa e outra dinamarquesa, optando por não revelar a identidade das empresas que ali se vão instalar. JEC disse, no entanto, que existe a indicação de que mais três hectares de terreno vão entrar em negociação. “Toda a gente que investiu no Valleypark está convencida que fez um bom negócio. Vão ser projectos fundamentais para o Cartaxo”, referiu, acrescentando estar convencido que o desenvolvimento dos concelhos do Cartaxo e Santarém vai depender da evolução daquilo que se fizer no Parque de Negócios do Cartaxo.
Há falta de mão-de-obra qualificada
O presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), referiu que este parque de negócios é, em termos estratégicos, o ponto de partida mais importante para criar mais riqueza no concelho, sem perder de vista outras estratégias de desenvolvimento do território.
Durante a sua intervenção, o presidente da CCDRLVT referiu que existe falta de mão-de-obra qualificada nas empresas assim como o valor acrescentado de qualificação dos trabalhadores. Além disso, João Teixeira considera que a juventude vai ser a principal razão de competitividade entre os municípios no futuro. “Actualmente, não há em consideração os decréscimos populacionais. Daqui a uns anos a actractividade e juventude vão ser fundamentais. Se continuarmos com a mesma maneira de pensar e metodologia não vamos evoluir nem andar para a frente”, disse.

A terceira Área de Localização Empresarial do país

O Valleypark foi a terceira Área de Localização Empresarial a ser criada no país e acreditada pelo Ministério da Economia e é o primeiro parque industrial do país com índice de construção de 100 por cento. Possui excelentes acessibilidades; infraestruturas e equipamentos; qualidade urbanística e incentivos financeiros através do quadro comunitário Portugal 2020. Possibilita a construção de três pisos acima da cota soleira, está servido por gás natural e fibra óptica. Falta construir a portaria, uma área e lazer e desporto e uma área de serviços que inclui restaurante, incubadora de empresas, salas de formação e auditórios.

A hora do Parque de Negócios do Cartaxo vai chegar

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