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25 de Abril na capital

Muito positivo, um jardim vivo e vivido. Quanto dinheiro gasto há por este país que ninguém vive? De resto, muitos turistas e obras, assim é Lisboa. Estamos em obras para os turistas. Quando esta febre passar (ou será que se julga que não passa?) veremos o que sobra e para quem sobra.

Edição de 03.05.2018 | Opinião

Comemorar o 25 de Abril em Lisboa foi a escolha. Para fugir à confusão do dia os “novos” jardins Botânico e Cerco da Graça eram as hipóteses. A escolha caiu na Graça. O jardim é um espanto. Para além de turistas tinha gente que fazia de tudo um pouco, até de fato de banho a apanhar banhos de sol. Muito positivo, um jardim vivo e vivido. Quanto dinheiro gasto há por este país que ninguém vive? De resto, muitos turistas e obras, assim é Lisboa. Estamos em obras para os turistas. Quando esta febre passar (ou será que se julga que não passa?) veremos o que sobra e para quem sobra. Pela Graça muitas lojas abertas para além dos serviços aos turistas, padaria, talho, etc. Curioso como as coisas mudam, agora muitos trabalham no 25 de Abril. Ainda na mesma linha do absurdo, no Martim Moniz deparei com uma fila de 20 metros de turistas para comprar um gelado Olá. O trânsito por aqui estava um caos; os policias, que têm uma esquadra ali mesmo, em vez de ajudarem o trânsito a circular estavam na “manif” ou nos computadores a tratar da burrocracia administrativa, é mesmo para isto que os policias existem. Pensem o que quiserem. Voltando à Graça, a hora do almoço retratou muito bem o que estamos a fazer. Num restaurante com comida de boa qualidade os clientes são estupidamente tratados. Uma senhora e um jovem franceses foram entretidos durante quase duas horas sem serem servidos, nada mais lhes restou do que abandonar o local. Nem quero imaginar o que contam quando falarem com os amigos em França. Bem me podem dizer que é a exceção. Ainda não foi desta que comprei um cravo, na Graça havia-os de papel, lindos. Um cravo de papel é mesmo a escolha certa, iria durar os bons e longos anos que vamos precisar.
Carlos A. Cupeto
Universidade de Évora

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