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O atleta de taekwondo que é estrela na selecção nacional
João Félix Simões herdou do pai a paixão do taekwondo

O atleta de taekwondo que é estrela na selecção nacional

João Félix Simões já jogou futebol mas é no taekwondo que brilha. Já representou várias vezes a selecção nacional e ganhou competições nacionais e internacionais

Edição de 10.05.2018 | Desporto

Foi do pai que João Félix Simões, 25 anos, herdou a paixão pelos toiros e pelo desporto. Primeiro experimentou o futebol, mas foi no no taekwondo que o jovem de Marinhais, concelho de Salvaterra de Magos, acabou por vingar vestindo a camisola do Sporting Clube de Alenquer, tendo já representado várias vezes a selecção nacional.
Foi no final de um treino que João Félix Simões falou com O MIRANTE sobre o amor pela modalidade e sobre o percurso académico na Escola Superior de Desporto de Rio Maior, onde frequenta o curso de Treino Desportivo com especialidade em taekwondo. Sim, o João é bom filho, bom atleta e bom aluno. Um campeão com a cabeça no lugar.
João ainda se lembra do dia em que vestiu pela primeira vez o ‘dobook’ e colocou as protecções. “Fui com um amigo experimentar. Na altura não achei muita piada, mas como o meu pai já tinha pago a primeira mensalidade decidi frequentar até ao final do mês. Entretanto comecei a gostar cada vez mais”, revela. Hoje, completamente apaixonado pela modalidade originária da Coreia do Sul, confessa que não tem sido fácil conciliar os estudos com os treinos. “É complicado, especialmente quando é altura das frequências e exames ou quando vou a competições, mas os professores têm sido bastante tolerantes e ajudam-me muito”, revela enquanto se prepara para fazer os últimos alongamentos do dia.

Pais são os principais admiradores
Quem também tem estado sempre do seu lado são os pais – Rosário e José - que têm suportado quase todas as viagens para o estrangeiro quando vai competir e todos os equipamentos desportivos que necessita. “Eles são os meus primeiros fãs e quem acreditou e acredita em mim”, admite com satisfação o atleta de Marinhais. A treinar de segunda a sábado duas vezes por dia durante duas horas, João confessa que tem pouco tempo para se divertir, e até para namorar, mas foi a modalidade que lhe deu uma lição de vida. “Aprendi a ser mais ponderado e a não baixar os braços às dificuldades que aparecem. É esse o segredo de ser um bom atleta”, revela o jovem que muitas vezes evita ir a jantares com amigos e colegas de curso para não quebrar a dieta.
“É que é difícil ir e não comer uma fatia de pizza, que tanto gosto, ou até beber um copo. Afinal, sou jovem”, confessa com um sorriso. E se fazer uma alimentação equilibrada já faz parte do seu dia-a-dia e das suas principais motivações, também as lesões vão fazendo parte das suas preocupações como desportista. A última, conta, foi num joelho. “Dessa vez fiquei algumas semanas parado e não pude competir”, conta.
Humilde, amigo do seu amigo e teimoso, João Félix Simões confessa que até há sete anos não ligava muito à escola, de tal forma que quando terminou o 12.º ano de escolaridade ainda disse ao pai que preferia ir trabalhar. Não chegou a escolher um ofício mas inscreveu-se na Escola Superior de Educação de Santarém no Curso de Especialização Tecnológica de Animação Sociocultural Aplicado ao Turismo. “Os meus pais sempre quiseram que tivesse um canudo. Então, como sempre gostei de desporto, decidi ir para o curso de Treino Desportivo com especialidade em taekwondo na Escola Superior de Desporto de Rio Maior”, adianta.

A paixão pela festa brava

Apaixonado pela terra natal e pelas suas tradições, quando não tem competições Marinhais é o seu destino. Afinal, diz, “é só em casa que posso saborear os pratos típicos do Ribatejo que tanto adoro”. Mas não é só a gastronomia que o traz de volta à terra. Também a paixão pela tauromaquia, que herdou do seu pai, o levam a marcar sempre presença nas garraiadas nas festas da vila. “Antigamente ainda arriscava mas ultimamente só tenho assistido porque não quero lesionar-me e ficar com a minha carreira afectada”, revela.

Nossa Senhora de Fátima na mala

Devoto de Nossa Senhora de Fátima, João Félix Simões conta que uma das peças que leva sempre na mala nas competições é uma santa em ponto pequeno. “É uma espécie de amuleto que me dá força e, por isso, faço questão que me acompanhe sempre”, adianta o atleta de 25 anos. Normalmente, conta, “agarro nela antes das competições e, no final, agradeço sempre”.

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