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Chamusca entre as quinze localidades mais poluídas de Portugal?

Edição de 10.05.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Lendo uma coisa assim e conhecendo a Chamusca é óbvio que ou a Organização Mundial de Saúde meteu água ou os jornais não estão a explicar tudo o que deveriam explicar. Como é que a Chamusca apresenta os mesmos 11 microgramas por metro cúbico que Aveiro ou Setúbal, por exemplo e apenas menos 2 microgramas que Lisboa? Esta informação deixa-me imensas dúvidas e só com estes elementos não a considero credível.
Teresa Amorim

É necessário salientar que os 15 microgramas de partículas por metro cúbico, limite indicado pela Organização Mundial de Saúde para a poluição do ar, são mais baixos do que os da legislação portuguesa e comunitária, que é de 25 microgramas por metro cúbico de ar. Ou seja, todos os locais referidos no relatório tornado público, entre os quais está a Chamusca, com 11 microgramas, respeitam os limites legais. Por outro lado fala-se na Chamusca porque é ali que está instalada uma estação de monitorização da qualidade do ar.
A Chamusca não tem indústrias poluentes e o ar não tem fronteiras concelhias. O ar poluído pode ter origem noutros concelhos. A Câmara de Estarreja já comentou os dados relativos ao seu território e considera-os inconclusivos e “meramente indicativos”.
E se Estarreja a medição foi de 15 microgramas e na Chamusca de 11, o que dizer de inúmeras cidades no mundo que têm valores muito acima dos 100 microgramas por metro cúbico?
Hugo Manuel Benavente

O novo presidente da distrital do PSD de Santarém, João Moura, disse que, com ele, os deputados à Assembleia da República eleitos pelo círculo eleitoral de Santarém nas legislativas do próximo ano têm que exercer o cargo em regime de exclusividade e terem total disponibilidade para o distrito.
Como eleitor compreendo a exigência da exclusividade, dado que os deputados exercem os seus mandatos a tempo inteiro e não faz sentido acumularem com outras profissões, embora receie que, alguns dos mais capazes não estejam disponíveis para ver os seus rendimentos diminuídos, sobrando para deputados os que ganham menos no seu trabalho do que irão ganhar como deputados. Vai sobrar pouco para escolher candidatos a deputados, numa altura em que a escolha actual já é reduzida porque poucos cidadãos com massa crítica aceitam meter-se na política.
Já contra a total disponibilidade para o distrito é bom que alguém lembre a João Moura que os deputados estão obrigados por lei a uma dedicação total ao país e não aos círculos eleitorais pelos quais concorrerem e foram eleitos. Por enquanto não há círculos uninominais nem acredito que venha a haver e se compreendo que um deputado de determinado local possa conhecer melhor esse local e os seus problemas, não é expectável que vote contra o seu partido para defender os seus eleitores. Isso raramente aconteceu e raramente irá acontecer. Ele se quiser dedicação total dos deputados já devia ter começado há muitos anos...e há tantos que ele anda na política a defender círculos uninominais.
José Duarte Canavilhas

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