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Armazém ilegal que incomodava moradores da Verdelha vai ser demolido
Armazém devoluto que nunca teve qualquer actividade vai ser imediatamente demolido pela câmara

Armazém ilegal que incomodava moradores da Verdelha vai ser demolido

Município de Vila Franca de Xira comprou o espaço para continuar requalificação da EN10

Edição de 10.05.2018 | Sociedade

Um antigo armazém construído ilegalmente à beira da Estrada Nacional 10 na Verdelha de Baixo, Alverca do Ribatejo, juntamente com o terreno que lhe está adjacente, vai ser comprado pela câmara municipal por 325 mil euros. A aquisição, aprovada por unanimidade na última reunião do executivo da Câmara em Vila Franca de Xira, permitirá dar sequência à requalificação da Estrada Nacional 10 entre Alverca e a Póvoa de Santa Iria. E ao mesmo tempo concluir um imbróglio jurídico que se arrastava há duas décadas e que muito transtorno causou aos moradores da zona, que chegaram a fazer manifestações de protesto e até a lançar abaixo-assinados contra a obra.
Com a compra do edifício, o município vai “imediatamente demoli-lo” e requalificar toda a entrada sul de Alverca, criando também novos acessos ao bairro da Verdelha de Baixo e preservando os dois obeliscos da antiga estrada real que ali existem na berma da estrada e que passarão a ficar salvaguardados no centro de um espaço pedonal. O município encontra-se agora a negociar outra pequena faixa de terreno, ao lado de onde está a empresa Alliance Healthcare, que espera também conseguir trazer à sua posse para completar a requalificação.
“Vamos implementar uma ideia com muitos anos, que é a de preservar aqueles padrões da antiga estrada real, são um património fantástico e agora chegou a altura de os preservar. Mas para fazer a requalificação precisamos de espaço para desviar o trânsito e isso consegue-se com a zona do armazém”, explica o presidente da câmara Alberto Mesquita.
Com a demolição do edifício - construído de forma ilegal nos anos 1990 e que nunca teve qualquer uso – Mesquita diz que se fecha “um processo antigo de ilegalidade”, sendo que os moradores da zona que “tanto protestaram” vão “finalmente ver o seu assunto resolvido”.
Os dois obeliscos que a câmara quer salvaguardar estão classificados como imóveis de interesse público e foram construídos em 1782 por iniciativa da rainha D. Maria I, como marcas cenográficas destinadas a assinalar o termo do território da capital. A sua construção antecede, em seis anos, os doze marcos de légua que existiram na antiga estrada real que ligava Lisboa a Santarém, onde apenas um – situado na Castanheira do Ribatejo – ainda se encontra no seu lugar original. Os restantes ou se encontram destruídos ou foram relocalizados e preservados noutros locais das diferentes freguesias.

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