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Centro de tratamento de resíduos industriais de Azambuja está a ser investigado
Aterro foi inaugurado em Fevereiro de 2017

Centro de tratamento de resíduos industriais de Azambuja está a ser investigado

Presidente da câmara confirma que já foram solicitados à autarquia pelo Ministério Público vários documentos sobre o processo de construção e licenciamento da infraestrutura.

Edição de 10.05.2018 | Sociedade

O centro de tratamento de resíduos industriais não perigosos de Azambuja gerido pela empresa Triaza, que se situa na Quinta da Queijeira, em Azambuja, está a ser alvo de duas investigações, que decorrem em paralelo. Uma a cargo do Ministério Público permanece em segredo de justiça, sabendo-se apenas que já foram solicitados à Câmara de Azambuja vários documentos sobre o processo de licenciamento da construção dessa infraestrutura. A informação foi avançada pelo presidente da câmara, Luís de Sousa (PS), na última sessão da Assembleia Municipal de Azambuja.
Quatro deputados municipais representantes de várias forças políticas (PS, PSD, CDU e CDS) analisam também, desde 27 de Fevereiro, matérias ligadas ao centro de tratamento de resíduos, vulgarmente designado como aterro. O eleito António Lopes (PSD) referiu que após “ter sido recorrente falar-se do aterro em assembleias municipais, no período que antecede a ordem do dia”, decidiram reunir e passar a estudar o processo desde a sua génese.
O trabalho dos eleitos municipais tem incidido na análise sobre o licenciamento da pedreira, o processo de pedido de informação prévia para o aterro, o processo sobre a declaração de interesse público municipal, o licenciamento pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente) e pela CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) de Lisboa e Vale do Tejo, o processo de revogação de interesse público municipal e o processo de licenciamento das operações urbanísticas.
Em simultâneo dizem ter ouvido várias pessoas sobre situações relacionadas com o aterro. Já realizaram várias reuniões para analisar os processos e garantem que “não vai haver qualquer fuga de informação sobre aquilo que se tem vindo a desenvolver”, por ser “um assunto com complexidade técnica, política e jurídica”.
Para além do quarteto de deputados existe apenas um quinto elemento, que tem acesso a toda a informação e a quem prometem “lealdade e partilha absoluta”. Esse elemento é António Duarte (PS), presidente da assembleia municipal. Até ao momento, garantem não ter qualquer conclusão e dizem que existe muito trabalho por fazer. Quando tiverem fechado as considerações, “serão entregues à mesa da assembleia municipal”.
Recorde-se que o aterro de resíduos industriais foi contestado pela população e pelos partidos da oposição na câmara desde que foi aprovada a sua construção. Os principais temas contestados foram a dificuldade em fiscalizar os resíduos que iriam entrar nas instalações e preocupações ambientais e para a saúde. Note-se também, que na edição de 26 de Abril de O MIRANTE, foi publicada uma notícia sobre uma descarga de água suspeita feita pela Triaza, empresa pertencente à SUMA, um consórcio liderado pela Mota Engil.
O MIRANTE contactou a Triaza mas até ao momento ainda não confirmou se tem conhecimento da investigação em curso e das suas possíveis implicações.

Centro de tratamento de resíduos industriais de Azambuja está a ser investigado

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