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Tradição da apanha da espiga mantida “a martelo” pelas autarquias 

Edição de 17.05.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Gostei de ver o vídeo da apanha da espiga dos ricos, que nem sequer apanham as espigas e as papoilas, pois alguém lhes faz os raminhos na tal linha de montagem, e da apanha da espiga dos pobres.
O que me leva a comentar este assunto é haver estas apanhas de espiga no campo organizadas, uma pela câmara e outra para Junta de Freguesia da Chamusca.
Em Portugal houve um tempo em que parecia que o Estado não se ia meter nestas coisas, passando a concentrar-se apenas naquilo que é essencial para a vida dos cidadãos, nomeadamente, serviços de saúde, escolas, segurança, justiça, distribuição de água e tratamento de esgotos, abertura e manutenção de estradas e linhas de caminho-de-ferro, defesa do ambiente, habitação social, etc, etc....
O que vejo, desgosta-me. Incapazes de fazer aquilo que deles se espera, os políticos, locais e nacionais, vão metendo cada vez mais o nariz nas nossas vidas, como se vê por este exemplo da apanha da espiga (No Entroncamento também houve uma junta de freguesia a levar as pessoas ao campo e a pagar-lhes o lanche).
Sou contra estas iniciativas e nem o facto de me dizerem que, neste caso, elas foram organizadas para preservar a tradição me convence. Alimentar tradições artificialmente e “a martelo”, como neste e noutros casos, não me parece ser função dos órgãos nacionais ou locais. Uma tradição é algo que está enraizado nas pessoas. Se desaparece é porque...já não tem razão de existir.
João Manuel Ferreira Cristo

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