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Obras em prédios municipais de Povos estão a ser um inferno para os moradores
Obras nas casas municipais de Povos começaram com problemas para quem lá vive

Obras em prédios municipais de Povos estão a ser um inferno para os moradores

Vários moradores dizem não entender a forma “desorganizada” como as obras estão a decorrer. Gás canalizado esteve cortado durante um mês e foi a situação que causou maiores problemas. Câmara admite que intervenção é profunda e reconhece que têm existido incómodos.

Edição de 17.05.2018 | Sociedade

As obras de requalificação e melhoria das casas municipais da Rua José Vanzeller Pereira Palha, em Povos, Vila Franca de Xira, estão a ser um inferno para alguns moradores que se queixam de alguma desorganização e de pouco estar a ser feito para minorar os impactos da obra.
Num dos prédios os habitantes com gás canalizado ficaram um mês com o abastecimento cortado, por causa da substituição das canalizações e atrasos na colocação dos móveis novos nas cozinhas, situação que impediu as pessoas de tomar banho e cozinhar. Dado que os esquentadores e os fogões foram adaptados ao gás natural, muitos não os conseguiram ligar ao gás de botija, sendo que foram familiares e amigos a ajudar a minorar os efeitos. Também a água foi cortada a espaços conforme necessário.
Elisa Esteves vive num dos prédios e tem um filho deficiente a seu cargo. “O que ficou combinado numa reunião prévia com os moradores foi que as obras começariam nos andares superiores e iriam descendo à medida que estivessem prontos mas não foi isso que aconteceu, foi tudo feito de outra maneira. Deviam ter dado prioridade às pessoas com problemas respiratórios, dificuldades motoras ou com crianças”, critica.
A vizinha de baixo, Maria Odete Santos, concorda. “Já fiz várias reclamações pela forma como isto está a ser feito. Tenho os dois filhos doentes e gostava que eles resolvessem isto o mais depressa possível”, critica. Na base do descontentamento está também o facto da firma encarregada da obra ter destruído todo o pavimento das escadas dos prédios sem ainda ter piso para o substituir. “Se não tinham não o partiam porque agora as pessoas com deficiência e as crianças não podem subir nem descer porque está perigoso”, lamentam os moradores. Há mesmo quem ironize dizendo que os prédios parecem “edifícios da Síria” destruídos pela guerra.
Câmara admite incómodos
A Câmara de Vila Franca de Xira prometeu a O MIRANTE restabelecer as ligações de gás aos apartamentos afectados no dia de fecho desta edição e explica que o corte se deveu a aspectos relacionados com a segurança. “Após a substituição do mobiliário das cozinhas e da reposição das ligações dos equipamentos de gás, é realizada uma inspecção final à rede de gás e abastecimento de água, o que já se verificou em fracções do primeiro lote onde decorreram as primeiras intervenções, existindo já nestes casos o normal funcionamento da fracção. Neste momento todas as fracções possuem o abastecimento de água resposto às cozinhas, estando a montagem dos equipamentos e mobiliário já concluída”, explica.
O município tem “consciência dos incómodos associados à extensão e complexidade das intervenções” e assegura que tem estado “em permanente contacto com os moradores do bairro”, realizando reuniões prévias de preparação e informação relativamente às condicionantes. Acrescenta que os responsáveis pela empreitada “encontram-se em fase de optimização de tarefas, procurando minorar os constrangimentos” pelo que se espera que os trabalhos a desenvolver nas próximas fracções do bairro “tenham uma intervenção menos morosa”.

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