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“O hipismo já não é um desporto de elite”
Raquel Lapa e Dilan Raposo têm participado em várias provas da modalidade

“O hipismo já não é um desporto de elite”

Atletas de Benavente estiveram em destaque nos Jogos Equestres Nacionais. Raquel Lapa e Dilan Raposo ficaram nos dois primeiros lugares numa prova de hipismo. Falam a O MIRANTE da sua relação com os animais que os ajudam a ganhar taças e garantem que o desporto equestre já não é só para elites.

Edição de 24.05.2018 | Desporto

Dois jovens cavaleiros de Benavente conquistaram lugares de destaque nos Jogos Equestres Nacionais, que decorreram até 13 de Maio na Companhia das Lezírias, em Samora Correia. Raquel Lapa e a sua égua Obella du Rouet venceram a prova de obstáculos Metro. Dilan Raposo conquistou o segundo lugar na mesma prova de hipismo.
Raquel Lapa, 42 anos, não vem de uma família ligada à equitação mas foi em cima de um cavalo do seu avô - usado para actividades agrícolas - que descobriu a sua paixão pelos equinos. Professora de equitação e proprietária do Centro Equestre da Lapa, em Benavente, tem participado em várias provas equestres nacionais.
Dilan Raposo, 21 anos, frequenta o curso superior de Recursos Humanos, mas não esconde que o seu desejo é continuar a competir no mundo do desporto equestre. Mudou-se para Benavente ainda muito jovem e foi nessa terra ribatejana, há 13 anos, que descobriu o gosto pela equitação. Raquel Lapa foi e continua a ser a sua monitora e têm participado juntos em várias provas da modalidade.
Os cavaleiros não escondem o orgulho de terem representado Benavente no Campeonato Equestre Nacional e entendem que “é em provas que se cresce enquanto cavaleiro”. “A competição já se tornou num vício e no próximo campeonato esperamos lá estar”, disse Raquel a O MIRANTE. Todos os dias treinam para conseguirem obter bons resultados. Dilan concilia os estudos com esta actividade e garante que é em cima dos cavalos que consegue descontrair. “Passo pelo menos uma hora dos meus dias a montar e é nesse momento que relaxo. Montar é uma terapia para o cavaleiro”, referiu o jovem.

Os cavalos sentem as nossas emoções
Antes de cada prova há que garantir que o animal se encontra física e psicologicamente saudável. Treinam-nos mais para ficarem em forma, trabalham a descontracção muscular e há visitas regulares de uma osteopata “para se certificar de que tudo está no devido lugar”. Escolher a sela correcta, os freios e a embocadura mais adequada são outros passos importantes e que influenciam “a ligação entre cavalo e cavaleiro”.
A troca de emoções entre cavalo e cavaleiro é outro processo que pode ser decisivo no desenvolvimento da actividade. “Nós, seres humanos, transmitimos as nossas emoções para os cavalos. Eles sentem se estamos mais ansiosos, nervosos ou mais calmos. Há uma troca de emoções que influencia a prova”, explica a cavaleira.
Questionados sobre se os cavaleiros de competição tratam da melhor forma os seus cavalos, Dilan Raposo acha que quem participa em provas de obstáculos a este nível se preocupa com os cavalos. “O próprio regulamento não permite que batam nos animais, que haja sangue na sua barriga. No entanto, vemos sempre coisas que são menos agradáveis”, completa Raquel Lapa.
Em Portugal ser cavaleiro “já não é um desporto de elite”, dizem os praticantes que por experiência própria sabem que “por vezes são as pessoas que têm mais dificuldades que fazem o esforço financeiro para colocarem os seus filhos na equitação”. O objectivo de Raquel Lapa é continuar a adquirir mais formação profissional na área, fazer de jovens óptimos cavaleiros e participar em mais competições. Dilan Raposo afasta a ideia de poder vir a ser monitor equestre e confessa que chegar mais alto em competição é o seu grande objetivo.

“O hipismo já não é um desporto de elite”

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