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Fim das obras na encosta de Santa Margarida desliza mais nove meses

Trabalhos não podem avançar ao ritmo previsto enquanto não for dada autorização pelo Governo para demolição de alguns edifícios no topo da barreira. Câmara de Santarém aprovou novo cronograma para a empreitada.

Edição de 24.05.2018 | Sociedade

A data prevista para a conclusão da empreitada de estabilização da encosta de Santa Margarida, em Santarém, foi revista e prolongada em nove meses, estando o final das obras estimado agora para Julho de 2020. E sem o avanço das obras não se pode reabrir o troço da Estrada Nacional (EN) 114, entre a cidade e a Ribeira de Santarém, encerrado ao trânsito desde o deslizamento de terras verificado em Agosto de 2014. A ratificação do novo cronograma foi votada na reunião de câmara de segunda-feira e aprovada pela maioria PSD. Os vereadores do PS votaram contra.
O arrastar dos trabalhos deve-se em boa parte, segundo o presidente da câmara Ricardo Gonçalves (PSD), ao facto de a Direcção Geral das Autarquias Locais (DGAL) ainda não ter dado o parecer definitivo no processo de expropriação de alguns imóveis da Rua de Santa Margarida, no topo da encosta, cuja demolição é essencial para o avanço da intervenção ao ritmo desejado.
“Ninguém lamenta mais esta situação do que nós, são questões exógenas à câmara, que não podemos controlar”, desabafou Ricardo Gonçalves, referindo que os contactos com a DGAL são constantes. “Ainda na semana passada nos pediram mais informação”, revelou. O autarca disse que está inclusivamente a ser ponderada a possibilidade de suspender parte da empreitada e que da parte do executivo está a ser feito tudo o que é possível para ultrapassar esse problema.
O vereador socialista Rui Barreiro considerou a questão “bastante grave” e referiu que se passou de um prazo previsto da empreitada de 938 dias para 1217 dias, sensivelmente mais nove meses, com os custos acrescidos para o erário público que isso acarreta. E sublinhou que alguns prazos agora revistos são meramente indicativos, pelo que poderá haver ainda novas derrapagens no tempo.
Outro vereador socialista, José Augusto Santos, disse estranhar que o processo para a expropriação por utilidade pública das casas da Rua de Santa Margarida demore tanto tempo. “Isto é só mais custos e burocracia”, disse. Na resposta, Ricardo Gonçalves reforçou: “Ninguém está mais irritado do que eu com essa situação”.
A conclusão da empreitada está agora prevista para Julho de 2020, quase seis anos depois do deslizamento que obrigou ao corte da estrada que liga a cidade à Ribeira de Santarém e à ponte de D. Luís.

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