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Presidente da AIP defende alterações na actividade tradicional das associações empresariais

Edição de 31.05.2018 | Economia

Falando sobre a promoção do crescimento das exportações das PME através da cooperação com grupos fortemente internacionalizados, na sessão de apresentação do projecto “PME Connect”, o presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, agradeceu a disponibilidade dos grandes grupos empresariais que aceitaram integrar o projecto.
“A AIP e as PME que estão integradas neste projecto ficam gratas e salientam o grau de compromisso que Mota-Engil, Sonae, Grupo Pestana, Tekever e EDP têm com a economia nacional. Assegurar a disponibilidade destes cinco grupos empresariais com forte presença nos mercados internacionais para integrarem este projecto foi a condição primeira para o viabilizar”, afirmou, na sessão realizada a 23 de Maio, que contou com a presença do ministro da Economia, Caldeira Cabral, dos CEO e presidentes daqueles grupos e de representantes das PME envolvidas.
José Eduardo Carvalho começou por evidenciar que, nos últimos anos, o crescimento das exportações e o grau de internacionalização da economia portuguesa foi um desígnio nacional e que tudo correu bem. “Estratégias definidas pelas empresas, política governamental, gestão das políticas públicas, nomeadamente da AICEP, e esforço e trabalho das associações empresariais foram a chave dos resultados”, sublinhou.
Mas o dirigente considera que se pode ir mais além. “Temos consciência que a meta alcançada do peso das exportações no PIB de 43% não é satisfatória. Temos de melhorar. Sabemos que a intensidade exportadora de 23% das médias empresas e de 14% nas pequenas também precisa de ser melhorada. E sabemos também que a concentração das exportações das PME em cerca de 80% num só mercado precisa de ser diversificada”, justificou.
O presidente da AIP finalizou referindo-se ao que se espera das organizações empresariais. “O trabalho associativo neste domínio tem de se elevar na escala de valor. A actividade tradicional das associações tem de se alterar. Daí o aparecimento deste programa que foi concebido em duas fases. Temos expectativas de bons resultados na execução da primeira fase. E esperamos que consigamos conceber na segunda fase um projecto conjunto que permita concretizar acções com efeitos na internacionalização das PME portuguesas”.

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