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Câmara quer estudo ambiental antes da prospecção de gás de xisto em Fátima

Executivo municipal de Ourém comunicou decisão ao Ministério do Ambiente e APA

Edição de 31.05.2018 | Sociedade

A Câmara de Ourém comunicou ao Ministério do Ambiente e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que caso se decida avançar com uma prospecção com vista à extracção de gás de xisto na freguesia de Fátima será exigido um estudo de impacto ambiental. “O município aprovou o envio de uma informação para a APA e Ministério do Ambiente a solicitar esclarecimentos sobre a sondagem de prospecção e pesquisa de hidrocarbonetos por métodos convencionais na área de concessão da Câmara da Batalha”, refere a autarquia em nota de imprensa.
A decisão foi tomada em reunião de câmara privada e surge depois de algumas pessoas terem alertado para a possibilidade de este tipo de prospecção vir a realizar-se na zona de Fátima. Uma situação que o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque (PSD/CDS), ter dito desconhecer, pois não tinha dado entrada nenhuma processo no município relacionado com este caso.
“Se a intenção de prospecção avançar o município quero que seja feito antecipadamente um estudo de impacto ambiental”, referiu o autarca. O gás de xisto é um gás natural usado na produção de combustível e o concelho de Ourém, nomeadamente Fátima, está na lista das zonas para eventual prospecção.
O fracking é uma técnica de prospecção de gás de xisto que se realiza por meio da fractura de rocha no subsolo, utilizando grandes quantidades de água e, posteriormente, uma grande quantidade de químicos, alguns tóxicos, para extrair o gás. O grande perigo da utilização desta técnica é a contaminação dos lençóis freáticos, que se tornam impróprios para consumo e agricultura.

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