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Espera há três anos por operação ao joelho no Hospital de Santarém
Maria de Lurde Catita deixou de poder sair de casa como tanto gostava

Espera há três anos por operação ao joelho no Hospital de Santarém

Maria de Lurdes Catita andou a queixar-se durante quatro anos de dores num joelho, até que, três anos depois, um exame detectou que a prótese que tem num joelho estava deslocada. Vive há sete anos cheia de dores e condicionada na sua mobilidade.

Edição de 31.05.2018 | Sociedade

Maria de Lurdes Catita está há cerca de três anos à espera de uma cirurgia no Hospital Distrital de Santarém (HDS) para reparar a prótese que tem no joelho esquerdo e que, segundo exame médico, se encontra deslocada. A reformada de 75 anos foi operada para colocação da prótese no joelho esquerdo no dia 28 de Fevereiro de 2011 no HDS. Depois da operação seguiram-se algumas sessões de fisioterapia. “As dores nunca passaram mas disseram-me sempre que era normal. Têm sido anos muito complicados. Deixei de poder sair de casa como gostava e passo horas na cama por causa das dores”, refere Lurdes Catita a O MIRANTE.
Nos quatro anos seguintes à operação a senhora dirigiu-se diversas vezes às urgências do HDS. “Limitavam-se a dar-me medicação, que me fez muito mal ao estômago, e a fazerem-me raio-x que era sempre inconclusivo”, diz. Cansada de ver a sua mãe sofrer, a filha de Lurdes Catita exigiu que o médico mandasse fazer um exame especifico e mais completo ao joelho. “Só depois de me terem feito uma centigrafia óssea, em Agosto de 2015, é que o médico percebeu que a minha prótese estava deslocada, saiu do sítio e por isso tenho tantas dores”, explica a doente.
Depois do resultado desse exame, Maria de Lurdes recebeu uma carta do HDS, datada de Setembro de 2015, a informar que a doente estava inscrita em lista de espera. “Escreveram na carta que a partir daquele momento o hospital assumia o compromisso de me operar no prazo máximo de espera de nove meses. Disseram-me que se não me operassem nesse prazo eu seria operada noutra instituição hospitalar. O problema é que já passaram três anos e ainda não fui operada”, conta.
A neta de Maria de Lurdes, Maria Fronteira, que tem acompanhado a avó neste processo, explica que após ter ido ao HDS reclamar por a sua avó não ser operada lhe explicaram que não teria hipótese de ser operada no prazo de nove meses. “Explicaram-nos que as cirurgias noutras unidades de saúde que tenham acordos com o Ministério da Saúde só funcionam para primeiras cirurgias. Como esta cirurgia da minha avó já é uma segunda operação dizem que não tem direito a esse vale para ser operada noutra unidade de saúde. E com tudo isto a minha avó está há sete anos a sofrer com dores e o seu problema não é resolvido, o que lhe limita muito a sua mobilidade. Custa-me muito ver a minha avó, que era uma pessoa cheia de vida e energia, a estar parada em casa”, lamenta.
Maria Fronteira refere ainda que está há mais de dois meses a tentar marcar uma reunião com a directora clínica do HDS para tentar resolver o problema da sua avó mas até agora foi impossível ter essa reunião.
O MIRANTE contactou o conselho de administração do HDS para obter mais esclarecimentos sobre o assunto mas até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta.

Espera há três anos por operação ao joelho no Hospital de Santarém

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