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O problema das IPSS não é criá-las mas garantir a sua sustentabilidade
O Provedor da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, foi um dos oradores do encontro

O problema das IPSS não é criá-las mas garantir a sua sustentabilidade

Provedor da Misericórdia de Lisboa esteve na Póvoa de Santa Iria como orador num encontro que versou a luta contra a pobreza e exclusão social. Edmundo Martinho defendeu a extinção ou fusão de algumas instituições, referindo que em Portugal há mais de 4 mil IPSS.

Edição de 31.05.2018 | Sociedade

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, considera que, em certos casos, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) se deviam extinguir ou fundir-se, recordando que em Portugal existem mais de 4 mil IPSS em funcionamento. Sublinhando que “sustentabilidade é diferente de sobrevivência” e que o problema das IPSS não está em criá-las mas em mantê-las nas devidas condições de funcionamento, com a exclusiva intenção de servirem as pessoas e não “de se servirem” a elas próprias.
Edmundo Martinho falava no Encontro de Núcleos Técnicos, na Póvoa de Santa Iria, Vila Franca de Xira, que decorreu na manhã de 23 de Maio na Escola Básica e Secundária Dom Martinho Vaz de Castelo. A sessão contou com a presença, entre outras entidades, da deputada socialista à Assembleia da República, Maria da Luz Rosinha, e da secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim.
O conceito de Rede Social criado para reforçar e dinamizar acções integradas e participadas, na erradicação da pobreza e exclusão social foi o tema de debate do encontro que teve o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa como orador convidado, tendo o responsável referido que “se a Rede Social se transformar numa espécie de travão à participação nesse dia morre”.
Partilha, participação, planeamento e gestão de recursos na Rede Social foram as palavras destacadas por Edmundo Martinho. Sobre aquele que pensa ser o melhor futuro para a Rede Social, Edmundo Martinho referiu que “não há solução melhor do que aquela que resulta da participação plena da sociedade”. Para tal devem-se cultivar “espaços activos de participação e não de representação”, pois para melhorar o serviço da Rede Social é preciso que as instituições envolvidas participem, ao invés de se limitarem a votar “decisões que não foram tomadas em conjunto”.
Com a descentralização de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais o orador referiu que “há todas as condições para se prosseguir no caminho de reforço da participação, da partilha, do planeamento integrado e participado”. Cada um vai ter de saber concretamente o que lhe compete mas deverá ser “responsabilidade de todos a participação e gestão racional dos recursos”.

O problema das IPSS não é criá-las mas garantir a sua sustentabilidade

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