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Prisão preventiva para suspeito de sequestro e roubo no Porto Alto

Homem de 30 anos é natural de Tomar e vive em Vialonga

Edição de 31.05.2018 | Sociedade

O Tribunal de Instrução Criminal de Santarém decretou a prisão preventiva para o homem indiciado por sequestro e roubo agravado, crimes praticados em Agosto de 2017 no Porto Alto (Benavente) e no Barreiro (distrito de Setúbal).
Em comunicado, a Procuradoria da Comarca de Santarém afirma que a medida de coacção mais grave foi aplicada no final do primeiro interrogatório judicial, sendo o homem, com 30 anos, natural de Tomar e residente em Vialonga (Vila Franca de Xira), suspeito de integrar um grupo de cinco membros que, a pretexto de um negócio de mariscos, sequestrou, agrediu e abandonou, no Porto Alto, um homem a quem foram roubados 4.000 euros.
O homem foi detido no dia 23 de Maio pela Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal, estando indiciado da prática de sete crimes de roubo agravado e um de sequestro agravado, praticados entre 11 e 19 de Agosto de 2017, no Barreiro e em Porto Alto.
No comunicado emitido quarta-feira, a PJ afirmava que o arguido terá abordado a vítima numa zona do Barreiro frequentada por mariscadores, a pretexto de um negócio de amêijoa, mas, em vez de concretizar o negócio, obrigou a vítima a entrar numa viatura sob ameaça de arma de fogo e seguiu em direcção a um local próximo do Porto Alto.
Segundo a PJ, durante o trajecto até à zona do Porto Alto, “a vítima foi violentamente agredida e espoliada de 4.000 euros, em numerário”, tendo sido posteriormente abandonada.
Na operação policial que culminou com a detenção do suspeito e que contou com a colaboração da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da PJ, do Comando Territorial de Lisboa e da Unidade de Intervenção da Guarda Nacional Republicana, foram efectuadas várias buscas, na terça-feira, em que foram apreendidas três armas de fogo, entre as quais uma ‘shotgun’.
A medida de coacção atendeu ao alegado pelo Ministério Público, de existência dos perigos de fuga, de continuação da actividade criminosa e de perturbação do inquérito, afirma a nota da Procuradoria.
O Ministério Público acrescenta que pediu a prisão preventiva em alternativa à aplicação da medida de coacção de obrigação de permanência na habitação com vigilância electrónica, caso esta não fosse possível. A investigação prossegue no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Santarém, coadjuvada pela Polícia Judiciária, afirma a nota.

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