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Empresas do Eco-Parque do Relvão podem perder licenças por causa das acessibilidades
Diamantino Duarte, presidente da Resitejo e o vice-presidente da CCDR-LVT, Fernando Ferreira

Empresas do Eco-Parque do Relvão podem perder licenças por causa das acessibilidades

Vice-presidente da CCDR admite que sem novas estradas vai ser difícil dar autorização de funcionamento

Edição de 07.06.2018 | Economia

Há um risco iminente de as empresas do Eco-Parque do Relvão, na Carregueira, Chamusca, não conseguirem renovar as licenças ambientais e de funcionamento devido aos problemas das acessibilidades rodoviárias. Numa situação dessas as empresas que tratam os lixos, entre os quais resíduos hospitalares de todo o país, têm de parar a laboração. Também as novas empresas que se queiram instalar no parque não o vão poder fazer. Um risco que põe em causa investimentos de milhões.
O alerta, em tom de preocupação, foi deixado pelo vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale de Tejo (CCDR-LVT), que tem competências em matérias de licenciamento, Fernando Ferreira, à margem da apresentação do estudo de tráfego na zona da Chamusca. O dirigente ressalva que não é uma situação que possa acontecer já amanhã, que não deve haver pânico, para já, mas que é preciso ter muita atenção, já que pode acontecer a médio prazo.
O vice da CCDR-LVT comentou mesmo que às vezes já começa a ser preciso alguma imaginação para que os parâmetros se enquadrem nos requisitos exigidos para a emissão das licenças. “Com os níveis de tráfego e de ruído já começa a haver alguma dificuldade em atribuir licenciamentos”, referiu. Neste momento a ponte da Chamusca é um estrangulamento e a Estrada Nacional 118, que dá acesso ao Eco-Parque, regista um intenso tráfego de camiões, que começa a desviar-se para estradas secundárias, o que pode representar também perigos de acidentes rodoviários e ambientais, no caso de haver derrame de cargas.
Fernando Ferreira, em declarações a
O MIRANTE, explica que nas licenças ambientais as acessibilidades são condicionantes. Nas licenças de funcionamento das empresas tem de ser analisada a situação da licença ambiental, olhando para o seu funcionamento num todo. Ora se de renovação em renovação da licença não existirem melhorias, neste caso nas estradas, chegará a um limite em que não vai ser possível emitir as licenças. “Somos obrigados a apertar a malha e a termos melhores condições para emitirmos as licenças”, refere o vice-presidente da CCDR-LVT.
No estudo de tráfego, encomendado pela Câmara da Chamusca, consta que na Estrada Nacional 118 passam 7300 veículos por dia, no troço entre Almeirim e Chamusca, dos quais cerca de mil são pesados. Neste estudo foi tido também em conta a evolução da população e do emprego, registando-se uma diminuição da população residente, mas um aumento do emprego, que na área do Eco-Parque do Relvão passaram de 176 em 2008 para 374 em 2016. Com as condições actuais é necessária a construção do IC3, há muitos anos reclamada, e que representa um investimento entre 100 a 105 milhões de euros.

Empresas do Eco-Parque do Relvão podem perder licenças por causa das acessibilidades

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