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Escorregou no lixo, partiu um braço e reclama indemnização
Maria Isabel Neves tem vivido um calvário por ter escorregado no pedaço de lixo que segura na mão

Escorregou no lixo, partiu um braço e reclama indemnização

Resíduos por recolher causaram danos a moradora do Forte da Casa. Maria Isabel Neves esteve seis semanas sem trabalhar, continua com dores e a lutar para poder ser accionado um seguro municipal que cubra as despesas.

Edição de 07.06.2018 | Sociedade

Há um mês que os monos e o lixo se acumulavam à espera de recolha junto aos contentores da Praça das Flores, no Forte da Casa, quando Maria Isabel Neves, de 62 anos, escorregou num pedaço de platex que estava solto no chão, caiu e feriu-se com gravidade.
A queda aconteceu a 22 de Outubro de 2017 e desde então tem sido uma via sacra para esta empregada doméstica. Partiu o braço e o pulso na queda ao tentar proteger a cabeça, foi forçada a deixar de trabalhar e tem andado a tentar que a Câmara de Vila Franca de Xira accione um seguro para ser ressarcida pelos custos dos tratamentos médicos e pelos dias sem trabalhar.
Apesar de ter reportado o caso à Junta da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa e à Câmara de Vila Franca de Xira logo após o acidente, o processo parece andar num jogo do empurra: da junta foi para a câmara e depois encaminhado para a Divisão de Ambiente, Sustentabilidade e Espaço Público para análise e informação mas, desde Fevereiro, a moradora não obteve mais nenhuma informação.
Contactada pelo nosso jornal, a Câmara de Vila Franca de Xira diz que está a acompanhar o assunto “designadamente através da recolha de todos os elementos de prova necessários à participação ao seguro e fundamentais para o estabelecimento de uma relação efectiva entre o acidente verificado e a presença de monos na via pública”. Mas não explica por que motivo está a demorar meses a despachar o assunto.
A autarquia acrescenta que, no que diz respeito aos monos na via pública, “sem prejuízo do trabalho em curso no sentido de tornar cada vez mais eficaz o processo de recolha”, compete aos munícipes “adoptar atitudes civicamente responsáveis”, respeitando, por exemplo, os dias próprios para a deposição dos monos. E acrescenta que a linha 800 206 726 está disponível para contacto dos munícipes e permite uma intervenção imediata da câmara em face de alguma situação anómala que seja detectada.

Mais uma operação no horizonte
“Os monos estavam todos amontoados junto aos contentores e os miúdos arrancavam pedaços e brincavam com aquilo. Pisei um pedaço de platex branco que estava no chão, era branco e confundia-se bem com o empedrado. Já passava das 19h15 quando caí. Desde então tenho vivido com dores e sem ser capaz de trabalhar como trabalhava”, conta Maria Isabel a O MIRANTE.
Maria Isabel Neves foi no próprio dia ao Hospital de Santa Maria onde foi confirmado o diagnóstico de braço e pulso partidos. Esteve seis semanas com o braço engessado. “Para quem trabalha em limpezas domésticas pode imaginar como é, o braço e a mão direita são o mais importante para fazer tudo. E com ele assim não pude fazer nada”, lamenta.
Como as dores não passavam voltou aos médicos, que lhe comunicaram as más notícias: o osso sarou mas a cicatrização não foi normal, não deixando agora que o sangue circule para a mão. Em consequência disso, além das dores, Maria não sente um dos dedos e tem dificuldade em agarrar objectos durante longos períodos de tempo. Vai ter de ser novamente operada ao canal cárpico e passar mais umas longas semanas sem trabalhar.

Escorregou no lixo, partiu um braço e reclama indemnização

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