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Obras no mouchão da Póvoa já arrancaram e devem estar prontas até final do ano
Ministro do Ambiente (à esq.) e restante comitiva visitaram o mouchão

Obras no mouchão da Póvoa já arrancaram e devem estar prontas até final do ano

Edição de 07.06.2018 | Sociedade

As obras no mouchão da Póvoa, ilhota no meio do Tejo em frente à Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira, arrancaram no dia 29 de Maio, têm uma duração estimada de 180 dias e o Ministério do Ambiente perspectiva a sua conclusão até final do ano, num investimento estimado em 1,07 milhões de euros.
O mouchão da Póvoa, com 1.200 hectares, é um dos três mouchões existentes no concelho de Vila Franca de Xira e caracteriza-se pela actividade agrícola ali desenvolvida. Em 2016, a Câmara de Vila Franca de Xira alertou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para a existência de um “rombo grave” num dos diques de protecção do mouchão, pedindo uma intervenção urgente. A empreitada arranca dois anos depois dessa solicitação e passa pela reconstrução do troço do dique e de uma porta de água e da reposição de parte dos terrenos, que foram arrastados para o leito do Tejo.
O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, presidiu, na tarde de 29 de Maio, à cerimónia de assinatura do contrato para a intervenção no mouchão da Póvoa. Durante a tarde fez uma visita de reconhecimento ao local.
O presidente do município, Alberto Mesquita (PS), mostrou-se agradado com o arranque das obras mas nota que já deveriam ter arrancado há mais tempo. “Espero que tudo corra bem e que os 180 dias sejam conseguidos e que a requalificação do mouchão seja efectivada o mais depressa possível. Estamos a falar de um trabalho que ainda vai demorar. Há uma fase de requalificação e tapamento do dique e outra de retirada da água, secagem do terreno e reposição do terreno. Poderia ter sido feita há mais tempo mas enfim, só foi possível agora”, refere. Na última reunião pública do executivo também os vereadores da oposição se congratularam com o arranque dos trabalhos.

Atraso da obra é culpa de procedimentos
Sobre a demora na intervenção, por parte do Governo, o ministro do Ambiente disse a O MIRANTE que “não se fazem ajustes directos para empreitadas de um milhão de euros”, não “sem haver um projecto por trás”, justificando a demora com essas questões procedimentais.
O Governo investiu seis milhões de euros “na recuperação de diques ao longo do Tejo e este último milhão é para recuperar esta estrutura tão importante para o equilíbrio ecológico do Tejo”, afirmou o governante.
Após a conclusão da obra, Matos Fernandes ressalvou que vai ser necessário “esperar-se alguns meses para ver como é que a salinidade [dos solos alagados] evolui”, mas a tendência será diminuir, para que a ilha “volte a ser uma propriedade agrícola”. “Trata-se de um terreno do Estado que queremos concessionar, mas não creio que daqui a meio ano esteja em condições para ser concessionado”, afirmou. A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira está a colaborar com a Agência Portuguesa do Ambiente, no sentido de agilizar a intervenção.

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