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Educadora morde em criança em jardim infantil da Chamusca

Misericórdia diz que é praticamente impossível a funcionária continuar na instituição

Edição de 14.06.2018 | Sociedade

Uma educadora do Jardim Infantil “O Coelhinho”, na Chamusca, resolveu aplicar um correctivo a uma menina de um ano e nove meses de idade mordendo-a no braço. A profissional quis mostrar da pior forma que a criança não devia morder nos colegas. Logo após a situação, a educadora dessa valência da Santa Casa da Misericórdia da Chamusca meteu baixa médica, mas apesar disso a instituição suspendeu-a também de funções, abrindo um inquérito interno e respectivo processo disciplinar. O provedor da Misericórdia, Nuno Castelão, em declarações a O MIRANTE, diz que é praticamente inevitável o despedimento da funcionária.
Os pais da criança, com quem O MIRANTE
falou, retiraram da instituição a filha agredida e outra filha do jardim infantil até que o processo esteja concluído e que tomem conhecimento das medidas a tomar pela Misericórdia para melhorar as condições. Depois disso vão decidir se as meninas voltam ao Coelhinho. A família, que é bastante conhecida na vila, tem também um advogado a trabalhar no caso e está para apresentar queixa-crime contra a educadora nos próximos dias.
A situação chegou ao conhecimento dos pais da menina no dia 23 de Maio, altura em que reportaram de imediato o caso à instituição. A Misericórdia foi rápida a agir e o provedor diz que dentro de poucos dias há uma decisão sobre o processo disciplinar de um caso que considera inadmissível. “Não é desta forma que se resolvem as coisas com as crianças. Não podemos dar o exemplo fazendo aquilo que queremos que não se faça”, comenta Nuno Castelão ao nosso jornal, dizendo que foi com “espanto” que tomou conhecimento com este tipo de atitude, até porque a educadora em causa já trabalha há pelo menos uma década na instituição.
O provedor, que classifica o caso como “intolerável”, esclarece que na sequência deste caso a Misericórdia abriu um canal directo de diálogo com os pais e que já foi feita também uma reunião com este. Nuno Castelão, que está há pouco tempo no cargo, refere que têm vindo a chegar algumas queixas e opiniões dos pais e que está a ser feito um trabalho em conjunto para melhorar as condições e funcionamento da valência. “Estamos a recolher opiniões para melhorar as situações e para fazermos alterações de funcionamento já no próximo ano lectivo”, explica.
Nuno Castelão conclui dizendo que esta situação veio afectar o esforço que a nova equipa que está à frente da Misericórdia está a fazer para melhorar a imagem da instituição. O provedor diz que “isto deixa-nos constrangidos, mas não nos afecta na nossa motivação”.

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