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Vizinhos queixam-se de canil improvisado no Porto Alto
Animais são mantidos sem condições de higiene e sem água

Vizinhos queixam-se de canil improvisado no Porto Alto

Mulher tem cerca de uma dezena de cães num quintal. Vizinhos dizem que está em causa a saúde pública e a dos animais. Câmara de Benavente também se mostra preocupada mas tem esbarrado na falta de colaboração da proprietária para conseguir resolver o problema.

Edição de 14.06.2018 | Sociedade

Latidos frequentes e um intenso cheiro a fezes e urina são as principais queixas de alguns moradores da estrada da Samorena, no Porto Alto, concelho de Benavente, que vivem paredes-meias com uma habitação onde o quintal está transformado num canil improvisado.
O problema é que o espaço não tem condições de salubridade e os animais são mantidos com comida insuficiente no meio dos seus dejectos, asseguram alguns moradores da zona. Nem tão pouco se sabe ao certo quantos animais estão na zona devido ao facto do local não ser visível da fachada principal da habitação. As queixas já chegaram à câmara municipal que enviou ao local uma equipa de fiscalização, que aponta para a existência de nove cães mas poderão ser mais.
“Os fiscais já lá foram mas estão a ter dificuldades em agir porque a mulher não está a facilitar o acesso. Do que puderam aferir estão nove cães na propriedade mas podem lá estar mais. Os animais vivem sem condições nenhumas, sem luz nem água e a proprietária parece estar a ter dificuldades para conseguir cuidar de todos eles. A nossa intenção é vir a retirar todos os animais daquela habitação”, explicou Hélio Justino, vereador do município, na última reunião pública de câmara.
Está a ser preparada uma acção conjunta entre a câmara e as entidades locais de saúde, juntamente com as autoridades judiciais, para que seja possível retirar os animais da habitação. “Infelizmente estes processos nem sempre decorrem com a celeridade desejável. A resolução deste problema é urgente mas não é fácil, estamos a tratar e a acompanhar”, assegurou o autarca. O presidente da câmara, Carlos Coutinho (CDU), reconhece que se trata de um processo “conturbado” e que “não é fácil” de resolver mas a solução deve passar por remover os cães da habitação.
O assunto foi levantado pelo vereador do PSD, Ricardo Oliveira, que quis saber o ponto de situação depois de uma das moradoras da zona, acompanhada da sua advogada, ter exigido saber, numa das últimas reuniões de Câmara em Benavente, que passos é que o município tem dado no sentido de resolver o problema.
O MIRANTE procurou chegar à fala com a proprietária da habitação mas não obteve resposta. Os vizinhos queixam-se do assunto mas preferem manter o anonimato do seu relato com medo de represálias. “Os cães ladram de dia e de noite constantemente, mais ainda quando parece que têm fome, e isso é muito perturbador para o descanso e para a qualidade de vida de quem vive perto. Além disso o cheiro a porcaria é intenso e não se pode sequer ter roupa estendida que fica logo tudo impregnado de cheiro a fezes”, lamenta uma vizinha ao nosso jornal.
Quando os animais forem recolhidos da habitação serão encaminhados para o canil municipal de Benavente.

Vizinhos queixam-se de canil improvisado no Porto Alto

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