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“A minha prova de amor é fazer os clientes felizes”
Mário Silva é proprietário da Petisqueira Copo 3

“A minha prova de amor é fazer os clientes felizes”

Mário Silva, 28 anos, vive no Cartaxo e é proprietário da Petisqueira Copo 3. É sportinguista e diz que o seu maior defeito é ser perfeccionista. Adora a gastronomia regional e sabe apreciar um bom vinho. A sua maior prova de amor é fazer os clientes felizes.

Edição de 14.06.2018 | Três Dimensões

Cresci quase entre tachos e panelas com o meu pai. A minha infância foi passada no Cartaxo. Costumava brincar com o meu irmão mais novo e com os meus amigos, com carrinhos e motas. Entretanto, o meu pai abriu a “Taberna do Gaio”, na Cruz do Campo, concelho do Cartaxo, e comecei a passar lá quase todo o meu tempo.

A mota é uma amiga especial. Foi aos 14 anos que os meus pais me ofereceram a minha primeira mota. Ainda hoje, quando posso, vou dar um passeio.

Não tenho tempo para quase nada. Com a Petisqueira e a ajudar o meu pai no seu restaurante divirto-me muito pouco. Mas, quando posso, gosto de passear, ir à praia durante os meses de Verão e estar com o meu filho de um ano.

A música faz parte do meu dia-a-dia. Gosto de todos os estilos musicais, desde o rock à música clássica. Quando chego ao meu estabelecimento a primeira coisa que faço é ligar o rádio. É uma forma de descontrair a mente.

Estudei mecânica mas enveredei pela restauração. Quando era novo ainda tirei o curso profissional de mecânica, mas comecei a envolver-me no negócio do meu pai e nunca mais parei. Entretanto, há sete anos vi que não havia nada do género no Cartaxo e decidi arriscar, juntamente com a minha mãe, e abri a Petisqueira.

Já joguei no Sport Lisboa e Cartaxo. Já pratiquei futebol na equipa da minha terra quando era pequeno. Mas como os jogos eram ao domingo de manhã e custava-me levantar cedo desisti. Actualmente, não pratico nenhuma actividade desportiva apesar de saber que é essencial para a saúde.

Viajar é uma forma de fugir à rotina. A última vez que viajei foi há três anos e fui até ao México. É uma forma de fugir do stress do dia-a-dia e descobrir novas realidades. Às vezes basta sair ao domingo e ir até Lisboa ou até Leiria. Já é o suficiente para esquecer os problemas.

Aprecio um bom prato. Gosto de tudo o que é petiscos. Desde bochechas de porco à língua de vitela estufada ou ao pica-pau, como de tudo. E quando são cozinhados pela minha mãe ainda sabem melhor.

O mundo do vinho está sempre a mudar. É importante estarmos sempre actualizados e atentos aos comentários dos clientes. Muitas vezes, sem ainda ter provado o vinho, já sei dizer se é bom ou não.

O Cartaxo é uma cidade fantasma. Há uns anos encontrávamos muita gente a fazer compras. Agora, chega a uma certa hora e não se vê ninguém. Parece que as pessoas têm medo de sair à rua. É por isso que as festas de cidade são essenciais para dar um novo fôlego ao Cartaxo e ao comércio local.

A cidade tem de agarrar esta nova geração. Mais de oitenta por cento dos meus amigos foram estudar para fora do Cartaxo e ficaram por lá. É por isso que defendo que a autarquia deve apostar mais na área do emprego e oferecer mais oportunidades aos jovens.

“A minha prova de amor é fazer os clientes felizes”

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