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O fecho de balcões de vários bancos em localidades do interior

Edição de 21.06.2018 | O MIRANTE dos Leitores

O ano passado, devido aos incêndios, parecia que os políticos tinham acordado para o grave problema da desertificação do interior do país. A partir daí surgiram uns discursos relativos a medidas que iriam travar o despovoamento dessas zonas mas não é isso que vemos.
Dizem alguns que se não há pessoas não há necessidade de manter serviços abertos. Parece ser uma afirmação incontestável mas não é. Mesmo sendo poucas ainda há pessoas em muitos locais e por isso há serviços essenciais que devem ser mantidos porque se assim não for acabam por abalar os poucos que ainda lá vivem.
A actual situação não surgiu de um momento para o outro. Foi-se concretizando à medida que encerravam serviços, nomeadamente serviços públicos. É verdade que sem empresas e sem empregos é impossível ter pessoas fixadas numa determinada localidade. Mas também é verdade que quem cria emprego não quer instalar-se onde não há bancos, escolas, médicos...e, consequentemente, também não há pessoas.
Há jovens que gostariam de continuar nas terras onde nasceram e estudaram mas acabam por sair definitivamente porque olham à sua volta e não têm o que consideram essencial para ficar. Alguns partem com gosto mas há muitos que partem a contra-gosto.
Rui Mota

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