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Aperta-se o cerco ao Vilafranquense e câmara quer saber onde param 220 mil euros
A câmara vai pagar duas vezes pela mesma obra mas Alberto Mesquita mostra desconforto e quer auditoria às contas do clube

Aperta-se o cerco ao Vilafranquense e câmara quer saber onde param 220 mil euros

Em causa o imbróglio em torno da dívida da construção da marina da cidade. Verba que a câmara deu ao clube para pagar a sua parte da obra desapareceu e o Vilafranquense ainda não justificou o que fez ao dinheiro.

Edição de 21.06.2018 | Sociedade

Já existe solução para resolver o imbróglio da marina de Vila Franca de Xira: a câmara vai invocar interesse público excepcional e chegar-se à frente para pagar 220 mil euros à empresa Lindley, construtora do equipamento, para impedir que a marina deixe de funcionar.
A obra deveria ter sido paga entre o União Desportiva Vilafranquense (UDV) e a câmara, tendo o município entregue ao clube, em 2003, o cheque para pagar a sua parte da obra. O problema é que o dinheiro desapareceu e ninguém prestou contas sobre o assunto, obrigando a câmara, na prática, a vir agora pagar duas vezes a mesma obra.
Em reunião recente entre a câmara e a Lindley ficou decidido que esta perdoaria os juros da dívida associados ao não pagamento da obra da marina, que rondavam já os 200 mil euros e atiravam a dívida total para quase meio milhão de euros.
Alberto Mesquita (PS), presidente da câmara, não se conforma com a postura do clube e já pediu explicações urgentes. “A câmara não pode pagar duas vezes a mesma obra. Vamos fazer isto por uma questão de interesse público, porque a marina é absolutamente essencial para a promoção social e turística da cidade. Sem marina perdemos todos, o clube e a população. Mas chegou o momento do clube prestar contas, temos de perceber o que aconteceu ao dinheiro”, avisou o autarca.

“As contas terão de ser prestadas”
Mesquita defende que “tem de haver uma auditoria” ao clube o mais rapidamente possível e, consoante as conclusões que venham a ser produzidas, poderá ou não haver lugar a processos em tribunal. “As contas terão de ser prestadas. Isto não pode ser assim, já investimos este valor no passado e agora vamos fazê-lo outra vez, mas não será pelo clube, é pela cidade. Esta é uma situação complicada e já demonstrei isso mesmo à comissão administrativa que gere o UDV. É preciso encontrar uma solução”, remata.
O presidente do clube que tratou do assunto já faleceu e a comissão administrativa que agora gere o UDV também não sabe o destino do dinheiro, por não haver documentação. O clube já fez saber que não tem meios para suportar esta despesa e a comissão administrativa do UDV recusa tecer comentários sobre a situação.

Aperta-se o cerco ao Vilafranquense e câmara quer saber onde param 220 mil euros

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