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A nova ponte sobre o Tejo no distrito de Santarém que já devia estar velha 

Edição de 27.06.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Governo atrás de Governo, maioria atrás de maioria, partido atrás de partido, reivindicação e moção atrás de reivindicação e moção, a reivindicação de uma nova ponte sobre o Tejo na parte centro/norte do distrito de Santarém, já tem barbas.
Agora, em vésperas de novo Orçamento de Estado, a reivindicação volta. Pelo que leio foi aprovada uma moção pela Assembleia Municipal de Abrantes reclamando uma travessia do Tejo em qualquer zona do Médio Tejo e uma outra pela Assembleia da Chamusca reclamando uma nova ponte naquele concelho. Poderia acrescentar uma nota de esperança dizendo, por exemplo, vamos lá ver se é desta mas já aprendi a ser comedido em matéria de esperanças do género, até porque já oiço falar destas pontes, seguramente há mais de vinte anos.
As pontes fazem falta e disso ninguém duvida. A nova ponte entre a Chamusca e a Golegã porque a ponte estilo Eiffel Dr. Isidro dos Reis, do início do século XX, está a estrangular a economia e a rebentar com a paciência dos particulares. A que terá que ser feita mais a norte por causa da vetustez das pontes de Praia do Ribatejo, em Constância, e Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes, que estão a ter os mesmos efeitos.
Mas usando o estilo oratório dos Testamentos, em verdade, em verdade vos digo que é mais fácil o Governo fazer uma nova travessia do Tejo na zona de Lisboa, do que aqui na região. O combate pela desertificação total e absoluta do interior que tem séculos e séculos desde a morte de D. Sancho, O Povoador, tem que continuar a qualquer custo. Vai ser até só restarem os coelhos.
João Fernando da Cunha Meireles

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