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Colégio Infante Santo pode fechar e divide políticos
Imagem de uma manifestação em Maio de 2016, à porta do Colégio Infante Santo, contra os cortes no financiamento estatal

Colégio Infante Santo pode fechar e divide políticos

Estabelecimento de ensino particular corre o risco de perder financiamento do Estado e na concelhia social-democrata há divergências sobre a posição a tomar.

Edição de 27.06.2018 | Sociedade

O Colégio Infante Santo, localizado na freguesia de Tremês, concelho de Santarém, ficou excluído da “área geográfica carenciada de rede pública escolar” definida no despacho da secretária de Estado adjunta e da Educação, datado de 15 de Junho. O que significa que se arrisca a não ter novo contrato de associação com o Ministério da Educação para financiamento de turmas nos próximos três anos.
Essa situação gerou divergências internas na concelhia de Santarém do PSD sobre a forma como o partido se deve posicionar publicamente perante esse cenário. O MIRANTE sabe que alguns dirigentes quiseram avançar para um comunicado a criticar o Governo socialista por acabar com o financiamento a esse colégio particular. Mas o presidente da concelhia e da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, deitou água na fervura, impedindo uma reacção a quente. Até porque no outro prato da balança estão as escolas públicas de 2º e 3º ciclos do concelho concorrentes do Colégio Infante Santo, que têm vindo a perder alunos de ano para ano.
Segundo apurámos, a vereadora da Educação, Inês Barroso, vai reunir por estes dias com a direcção do colégio e com organismos da administração central e Ricardo Gonçalves vai também ter uma reunião da Associação Nacional de Municípios Portugueses onde o assunto estará na agenda. A posição pública do PSD deverá ser conhecida só depois desses contactos.
O assunto foi discutido numa reunião da concelhia do PSD, realizada no domingo à noite. Há quem considere que os cortes no financiamento são uma sentença de morte para o colégio e criticam essa medida governamental que consideram ideológica e favorável aos grandes sindicatos da educação.
Do outro lado, há quem recorde que muitos dos alunos desse colégio nem sequer são oriundos do concelho de Santarém e que as escolas públicas do concelho têm vagas de sobra para dar resposta em caso de aumento da procura. Num raio de cerca de uma dúzia de quilómetros do Colégio Infante Santo existem escolas de 2º e 3º ciclos em Alcanede, Pernes e Alexandre Herculano e D. João II, as duas últimas em Santarém.
Desde o ano lectivo 2016/2017 que o Ministério da Educação tem vindo a cortar nos contratos de associação com colégios particulares. Cada turma recebe anualmente 80.500 euros. A única freguesia do distrito de Santarém que integra a área geográfica carenciada de rede pública escolar para os próximos três anos é a de Fátima, no concelho de Ourém, onde existem vários colégios particulares. O número máximo de turmas a financiar no próximo ano lectivo em Fátima é de sete no 5º ano de escolaridade, de seis no 7º e de cinco no 10º ano.

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