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“As dificuldades da vida ensinam-nos a sermos melhores”
César Correia é um apaixonado pela óptica

“As dificuldades da vida ensinam-nos a sermos melhores”

César Correia, 35 anos, sócio-gerente da Fábrica Visual, Vila Franca de Xira

Edição de 27.06.2018 | Três Dimensões

César Correia é um homem comprometido com a qualidade e a seriedade que desde cedo na vida se apaixonou pela óptica. Vive no Cartaxo mas é em Vila Franca de Xira que investe todas as suas energias para dar melhor qualidade visual aos clientes. Diz que no ramo da óptica a mentira tem perna curta e que a falta de palavra é das coisas que mais o tira do sério. Gostava de visitar os Estados Unidos da América.

O que mais me irrita é lidar com pessoas sem palavra. A honestidade e a seriedade são os meus valores de vida. Um empresário, por exemplo, pode conseguir enganar um cliente com uma mentira mas isso só acontece a primeira vez. Se mantiver aquela atitude o seu negócio morrerá. O cliente descobre quem mente com facilidade.

Ter a loja aberta na Rua Serpa Pinto é especial. Estou muito contente de aqui estar, isto é como o centro de qualquer cidade onde já trabalhei, seja Leiria ou Santarém. É uma zona muito movimentada e tenho a vantagem de estar perto dos autocarros e ao lado da estação de comboios.

Gostava de ver o estacionamento do antigo centro comercial a funcionar novamente. Aquilo dava para as pessoas estacionarem e fazerem a sua vida comercial nesta rua. São perto de duas centenas de lugares que ali estão desaproveitados e fazem uma falta imensa. O estacionamento é um problema em toda a cidade de Vila Franca de Xira.

O Colete Encarnado e a Feira de Outubro são um momentos especiais na vida da cidade. As pessoas levam aquelas festas muito a sério. Não sou pessoa de ir às largadas meter-me à frente do toiro mas costumo ir aos petiscos e aos concertos. Esta zona fica toda preparada e turisticamente é muito interessante. Gosto de viajar mas não tenho nenhum destino preferencial. Talvez uma ida aos Estados Unidos da América fosse a viagem que mais gostasse de fazer.

Ser empregado é mais fácil que trabalhar por conta própria. A responsabilidade é mais baixa, a pessoa tem a sua vida organizada e não há escorregadelas nenhumas. Quando era funcionário conseguia desligar mais facilmente do trabalho, agora é mais difícil. Os empresários são os mais massacrados do país a nível de fiscalidade e burocracia. É preciso muita coisa para se poder ter uma empresa aberta, é uma complicação.

Já andei de canoa no rio Tejo. Foi por desporto, numa organização e aproveitei. Foi giro mas não é coisa que faça com frequência. Também gosto de estar sempre a ouvir música. É tranquilizador e faz-me pensar em várias coisas ao mesmo tempo. O silêncio torna-me impaciente. Mesmo em casa quando a esposa não está lá tenho de ligar a TV ou a música para não estar em silêncio.

O Outono é a minha estação preferida. Dou-me pior no Verão que no Inverno. Gosto daquela temperatura que nem está quente nem fria. Do equilíbrio. Nasci em Lisboa mas vim muito novo para o Cartaxo e desde então que moro lá.

Esta óptica já existe há 30 anos. O primeiro dono quis abraçar outros projectos e colocou-se a hipótese de eu ficar com o negócio. Já trabalho nesta área há muitos anos e até agora está a ser muito positivo. Trabalhamos com os melhores tipos de lentes e armações. O nosso compromisso é com a qualidade e modernidade. Os meus clientes querem qualidade ao melhor preço e isso é o que fazemos aqui, com a simpatia do comércio tradicional que neste mundo globalizado já se começa a perder.

As ópticas dos centros comerciais são do tipo descartável. O cliente compra e vai embora. Muitas vezes o barato sai caro. Também sou visitado por imensos fornecedores que fazem tudo muito barato. Baixam os preços à custa da qualidade que quero dar aos meus clientes. Acredito que não é esse o caminho e por isso só trabalho com Zeiss e Essilor, as melhores marcas do mercado.

Nunca deixo um cliente sem resposta. Temos sempre uma solução para todos os casos. Venho de uma família muito humilde e comecei a trabalhar em muita coisa desde os 14 anos. Só mais tarde me apaixonei pela óptica. Passarmos por muita coisa na vida ajuda-nos a ganhar experiência. É um bocado duro começar cedo a trabalhar sem os pais para ajudar mas isso ensina-nos muito a crescer e a viver.

“As dificuldades da vida ensinam-nos a sermos melhores”

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