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A estabilidade que se vive nas escolas profissionais é muito positiva
Maria Salomé Rafael - Presidente do Conselho de Administração da EPVT e EPC

A estabilidade que se vive nas escolas profissionais é muito positiva

“Estamos a formar jovens para profissões que ainda não existem, jovens que saibam lidar e resolver problemas que ainda não foram detetados, jovens capazes de utilizar tecnologia que ainda não foi inventada”.

Edição de 05.07.2018 | Especial Ensino

As escolas profissionais vivem hoje um processo de mudança interna, com o objetivo de se preparem para os desafios da sociedade atual. Se há 30 anos, quando as escolas profissionais foram criadas, o foco estava no desenvolvimento das competências técnicas dos jovens, hoje, quando projetamos o cidadão do século XXI, valorizamos em primeiro lugar as suas competências relacionais e psicossociais. Não esqueçamos que temos nas nossas escolas a primeira geração de nativos digitais, jovens que já nasceram com total acesso à internet e às novas tecnologias da informação.
Naturalmente que este facto moldou as características pessoais e profissionais destes jovens. As suas expetativas, necessidades e pontos de interesse são diferentes das gerações que os antecederam, o que obriga as empresas e as escolas a adaptarem-se a esta nova realidade.
Estamos a formar jovens para profissões que ainda não existem, jovens que saibam lidar e resolver problemas que ainda não foram detetados, jovens capazes de utilizar tecnologia que ainda não foi inventada.
As escolas profissionais estão atentas a esta nova realidade e já estão a refletir e a introduzir as mudanças necessárias, inovando currículos, fazendo evoluir metodologias e práticas pedagógicas disruptivas, conscientes de que os próprios contextos de aprendizagem evoluíram.
O desenvolvimento de competências psicossociais, a capacidade de trabalhar em equipa e em ambiente multidisciplinar, o desenvolvimento do espírito de autonomia e inovação são hoje as ferramentas essenciais para que se alcance o sucesso em qualquer área profissional.
É assim de grande importância que este caminho se faça com a envolvência de diversos parceiros, entre eles as empresas, de forma a que consigamos detetar, com antecedência, competências e perfis funcionais que vão ser necessários a médio e longo prazo.
A estabilidade que se tem vivido nas escolas profissionais, tem sido, por isso, muito positiva, permitindo que as escolas se concentrem nesta importante missão. No entanto, há problemas sistémicos ao nível da rede formativa que teimam em persistir.
Não obstante a realização de reuniões com os Conselhos consultivos das Escolas, com as CIMS, Dgeste (Ministério da Educação) e diversas escolas com o objetivo de definir uma rede de oferta formativa regional, integrada, verifica-se que o resultado destas reuniões não tem aplicação prática.
Continua a permitir-se a duplicação de cursos profissionais em escolas muito próximas, obrigando a investimentos públicos desnecessários. Mais estranho quando isso acontece mesmo ao lado de escolas profissionais que já tinham essa oferta formativa consolidada, que já dispõem de recursos físicos e humanos e que têm experiência comprovada no terreno.
Na nossa perspetiva, a clarificação dos critérios que presidem à autorização para a abertura de determinados cursos passará, em alguns casos, pela avaliação e valorização quantitativa e qualitativa dos resultados apresentados pelas escolas.

Maria Salomé Rafael
Presidente do Conselho de Administração da EPVT e EPC

A estabilidade que se vive nas escolas profissionais é muito positiva

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