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Aos senhores que tudo decidem na Caixa Geral de Aposentações

Edição de 05.07.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Chamo-me Maria Antónia de Sousa Lança, sou doente oncológica e tenho 68 anos. Em 2016 fiquei a saber que tinha cancro maligno no intestino e entrei de baixa médica. Quando me encontrava a fazer quimioterapia fui convocada para ir a uma junta médica da ADSE em Lisboa, por duas vezes transportada por um carro da Câmara Municipal de Santarém porque estava demasiado fraca e sem forças. Na segunda vez que lá fui os médicos dessa junta médica propuseram-me que eu me reformasse que eles me ajudariam e eu aceitei até porque nesse ano eu atingia os 66 anos mais os devidos 4 meses.
Fiquei descansada pois tudo já me era indiferente, pensei que morria e eles pensaram com certeza o mesmo. Deus não quis que eu morresse e agora recebi ordens para ir trabalhar com 68 anos porque não me querem reformar por invalidez. Estes senhores decidiram entre eles numa junta médica clandestina à minha revelia, porque eu não fui convocada nem estive presente. Não sei se eram homens, mulheres ou travestis, na verdade eles decidiram, ponto parágrafo.
Eu pergunto porque é que não simplificam as coisas? Em vez de me ameaçarem que tenho 10 dias para apresentar xis de papeladas etc, etc… Digam-me simplesmente isto: minha senhora, não a podemos reformar por invalidez mas vamos sim reformá-la pela idade.
Já não tenho as capacidades que tinha, a doença e a quimioterapia tiraram-me as forças. Hoje socorro-me de uma bengala porque já dei várias quedas e já fracturei os dois braços e fiz uma fissura num ombro.
Sem outro assunto,
Antónia Lança

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