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Operação “Tutti Frutti” também passou pela Câmara da Golegã
Veiga Maltez e Rui Medinas

Operação “Tutti Frutti” também passou pela Câmara da Golegã

Investigação que levou Judiciária e Ministério Público aos paços do concelho incide num período que vai de 2016 até Outubro de 2017.

Edição de 05.07.2018 | Política

A investigação que levou elementos da Polícia Judiciária e do Ministério Público à Câmara Municipal da Golegã incide num período que vai de 2016 até Outubro de 2017, mês em que se realizaram as últimas eleições autárquicas. A informação foi dada pelo presidente da autarquia, José Veiga Maltez (PS), que sucedeu ao socialista Rui Medinas, que não se recandidatou ao cargo em Outubro de 2017
Veiga Maltez confirmou que a Polícia Judiciária e o Ministério Público estiveram no dia 27 de Junho nos paços do concelho no âmbito da operação “Tutti Frutti”, que investiga “titulares de cargos públicos” ligados ao PSD e ao PS. O autarca disse que os inspectores que estiveram na autarquia pediram para analisar pastas no gabinete do vereador que detém o pelouro das obras, procurando em particular processos relacionados com um conjunto de empresas “ligadas a infraestruturas desportivas”.
A Polícia Judiciária realizou nesse dia cerca de 70 buscas, incluindo a autarquias, sociedades e instalações partidárias, no continente e também nos Açores, no âmbito de um inquérito que investiga crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido, segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).
A operação visa militantes social-democratas, titulares de cargos públicos e empresas de infraestruturas desportivas, investigando igualmente o envolvimento de autarcas socialistas no esquema de influências exercido por “um grupo de indivíduos ligados ao PSD”, titulares de cargos públicos, nomeadamente, “deputados na Assembleia da República, líder parlamentar na Assembleia Municipal de Lisboa, presidentes de juntas de freguesia, e outros”.
Segundo a PGDL, os “fortes indícios recolhidos” permitiram apurar, “no essencial, que um grupo de indivíduos ligados às estruturas de partido político [desenvolveu] influências destinadas a alcançar a celebração de contratos públicos, incluindo avenças com pessoas singulares e outras posições estratégicas”.
Existem “suspeitas de que houve influências das pessoas referidas no processo na selecção de elementos de confiança para as listas para as eleições autárquicas de Outubro e, em articulação com autarcas do PS, para a própria constituição dos executivos autárquicos”.

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