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Alargar coroa de passes da grande Lisboa até à Castanheira custa 65 milhões de euros

Coroa urbana da capital só chega até à Verdelha de Baixo em Alverca. Quem vive a norte da cidade de Alverca e precisa de ir trabalhar em Lisboa tem de tirar mais do que um passe mensal para utilizar os transportes públicos. Situação que é onerosa e discriminatória para os utilizadores e que continua sem solução à vista.

Edição de 05.07.2018 | Sociedade

Alargar a coroa de passes para os transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) terá um custo estimado a rondar os 65 milhões de euros. A informação foi dada por António Oliveira, vice-presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, durante a última reunião do executivo. O autarca falava sobre a possibilidade do concelho de Vila Franca de Xira beneficiar desse alargamento até à Castanheira do Ribatejo.
Actualmente quem utiliza transportes públicos para se deslocar para Lisboa e vive a norte da cidade de Alverca precisa de tirar mais do que um passe mensal dos diferentes operadores para se poder deslocar, porque os passes únicos da AML apenas abrangem até ao limite da Verdelha de Baixo, em Alverca (coroa 3). Uma situação onerosa para os utentes e que faz disparar o preço dos passes, por exemplo, dos 50 euros mensais para mais de 120 euros.
Há vários meses que os executivos dos 18 municípios da AML têm vindo a trabalhar num documento único para ser apresentado e discutido no órgão deliberativo da AML onde são propostas alterações para o futuro mapa dos transportes públicos na região. Um documento que está a ser de elaboração “difícil”, segundo António Oliveira, porque cada concelho tem “as suas especificidades” e cada um quer “introduzir nele as suas preocupações”.
“Estamos a finalizar a nossa proposta para o desenho da rede da área de transportes da AML. Queremos a extensão do passe que termina na Verdelha e que se estique e se prolongue até à Castanheira. Chegou-se à conclusão que esse encargo, numa primeira fase, traduz-se num encargo de 65 milhões de euros. E a pergunta é: quem é que vai pagar isto? Vamos ver. Lá chegaremos a esse momento de decisão”, explica.
Em Março, numa análise feita numa assembleia municipal extraordinária, dois responsáveis da AML confirmaram que os horários actualmente existentes não correspondem às necessidades dos utilizadores, estão desfasados entre os diversos operadores, há uma falta de abrangência do passe social L123 a todo o concelho de Vila Franca de Xira e o material circulante rodoviário e ferroviário está em mau estado.
Carlos Humberto, primeiro secretário da AML, chegou mesmo a admitir que os transportes “são o maior problema da AML”, com a existência de quase 7 mil bilhetes diferentes.

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