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Câmara da Chamusca dá mau exemplo na limpeza das zonas florestais
O fogo foi na estrada que dá acesso à zona indústrial de Ulme onde a câmara da Chamusca é proprietária de um terreno florestal que está cheio de mato

Câmara da Chamusca dá mau exemplo na limpeza das zonas florestais

Autarquia é dona de terreno cheio de mato onde ocorreu um fogo na semana passada. O presidente da autarquia desvaloriza a situação dizendo que aquela área não é prioritária, mas nem sequer mandou limpar o mato nas bermas da estrada.

Edição de 05.07.2018 | Sociedade

A Câmara da Chamusca tem um terreno florestal em Ulme que está completamente cheio de mato e junto a outros terrenos que foram limpos pelos proprietários para evitarem multas, que são aplicadas pela própria autarquia. O grave desta situação de flagrante falta de limpeza, para além do mau exemplo dado pela autarquia, enquanto entidade pública com responsabilidades em matéria florestal, é o facto de já ter existido um incêndio no local. O presidente da câmara, Paulo Queimado, contactado por O MIRANTE, desvaloriza a situação.
O terreno com cerca de quatro hectares, perto da zona industrial da freguesia de Ulme, é um autêntico barril de pólvora pela densa vegetação que invade a berma da estrada. O incêndio ocorrido no terreno no dia 27 de Junho, cerca das 09h55, só não teve consequências mais graves devido à rápida intervenção dos bombeiros e à acção de um helicóptero. No combate às chamas estiveram 52 operacionais apoiados por 12 viaturas, de várias corporações de bombeiros da região. Sorte também foi o facto de as condições climatéricas não serem favoráveis à rápida propagação das chamas.
Este desleixo da autarquia surge numa altura em que as autoridades andam há meses a alertar para a necessidade de se limparem os terrenos, as zonas à volta das casas, as bermas das estradas, depois do drama que foram os incêndios do ano passado, que mataram 116 pessoas. O ano mais trágico em Portugal desde sempre. Paulo Queimado diz que o terreno de que o município é proprietário não estava identificado como zona prioritária de limpeza, mas não deixa de ser curioso que a autarquia já tenha aplicado multas por falta de limpeza e deixe terrenos seus ao abandono, até porque não vai multar-se a ela própria.
O autarca diz que a limpeza também depende das verbas disponíveis e que o terreno em causa não está obrigado à gestão de risco, escudando-se na avaliação feita pelo gabinete técnico florestal. Mas toda a gente sabe que um terreno cheio de matagal é uma autêntica acendalha. Paulo Queimado salienta que foi limpa uma faixa de terreno para proteger a zona industrial de Ulme. O autarca diz que tem um planeamento de limpeza das áreas florestais, garantindo que vai limpar tudo e realçando que tem tido alguma dificuldade em encontrar empresas disponíveis para fazer o trabalho.

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