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Conservatório de Música de Santarém vai a votos com duas listas ao desafio
Beatriz Martinho e Nuno Martins vão disputar a presidência do Conservatório de Música de Santarém

Conservatório de Música de Santarém vai a votos com duas listas ao desafio

Actual presidente, Beatriz Martinho, está há mais de duas décadas no cargo e queixa-se de estar a ser alvo de calúnias nas redes sociais. Vai ter a concorrência do professor de saxofone Nuno Martins.

Edição de 05.07.2018 | Sociedade

Há mais de duas décadas presidente do Conservatório de Música de Santarém, Beatriz Martinho tem a continuidade no lugar ameaçada nas eleições marcadas para dia 20 de Julho. Pela primeira vez a cooperativa, com mais de dois mil sócios cooperadores, vai ter duas listas a disputar a liderança: do outro lado vai estar Nuno Martins, 42 anos, um professor de saxofone que lidera um projecto em nome da renovação.
O processo não tem sido pacífico, nomeadamente nas redes sociais onde têm surgido críticas à gestão de Beatriz Martinho que esta classifica como caluniosas. A presidente da direcção diz que encara com naturalidade o aparecimento de outra lista mas afirma não poder concordar “com a infâmia e a calúnia, utilizando as redes sociais e também os alunos e os encarregados de educação”. Diz-se alvo de “mentiras graves e baixas por parte de alguns professores” que já trabalham nessa casa há muitos anos e a quem diz nunca ter faltado com nada.
“Nada disto tem a ver com as regras democráticas ou com a liberdade de expressão”, diz Beatriz Martinho. Afirma continuar a fazer a sua vida normal no Conservatório “sempre com um sorriso nos lábios”, referindo que, como co-fundadora e dirigente dessa entidade, a sua vida sempre se pautou por trabalhar com o objectivo de fazer o melhor por aquela casa.
Uma casa que, assegura, está em boa situação financeira e dotada de instalações adequadas ao serviço que presta. Beatriz Martinho declara que no dia em que deixar a direcção gostava de a ver entregue a pessoas que façam esse trabalho sem pensar em qualquer tipo de retorno, como diz ser o seu caso, pois nunca ganhou um cêntimo.
“Estar à frente de um conservatório não é uma tarefa, título ou cargo, apenas. É reinventar todos os dias a utopia de concrfertizar os sonhos que tempos para os alunos, sustentadas em parcerias, novas classes e infraestruturas”, afirma, acrescentando que “o voto é indispensável”, exortando os sócios a cumprirem “a sua obrigação e direito” para “dar a este Conservatório a orientação e o rumo que merece”.

Nuno Martins quer “uma nova visão”
A lista liderada por Nuno Martins nasceu no seio do movimento Cooperativa das Artes, que tem divulgado a sua mensagem na sua página da rede social Facebook. “A tarefa essencial da nossa lista, nos próximos anos, é democratizar e construir uma nova visão para o Conservatório sustentada numa maior participação e envolvimento dos sócios, pais, alunos e professores”.
Pretendem dar uma dimensão internacional ao Conservatório, através da candidatura a projectos de dimensão europeia no âmbito do programa Erasmus” e torná-lo numa escola de referência. “Só uma lista fiel aos seus princípios e aos seus valores, atenta aos problemas do Conservatório e aberta à sociedade em geral poderá honrar os compromissos. Pretendemos servir o Conservatório, estar à altura das circunstãncias exigidas por todos e participar no debate necessário sobre os caminhos de uma escola que se deseja democrática, moderna, inovadora e inclusiva no século XXI”, diz Nuno Martins no Facebook da Cooperativa das Artes.

Trinta e três anos ao serviço de Santarém e da região

O Conservatório de Música de Santarém é uma cooperativa sem fins lucrativos fundada em Maio de 1985 por um grupo de pessoas que partilhavam o gosto pela música. Oferece uma vasta panóplia de cursos e este ano prepara-se para abrir mais dois, de harpa e de viola de arco. Desde a sua fundação que lecciona também música em regime articulado e supletivo em parceria com escolas da cidade.
Com as novas instalações ganharam-se também condições para dinamizar o ensino do ballet e da dança contemporânea, que têm 40 e 25 alunas respectivamente. No caso do ballet, foi estabelecida uma parceria com uma academia norte-americana cujo júri avaliou recentemente as alunas. Desde que, em 2011, o Conservatório se mudou para o palacete cedido pelo município no centro histórico da cidade, a actividade não tem parado de crescer. Passaram de cem alunos para cerca de 500, muitos deles de fora da cidade, e o corpo docente cresceu dos 12 para os cerca de 40 professores.

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