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Politécnicos da região têm cursos com 100% de empregabilidade

O MIRANTE mostra-lhe o índice dos cursos com maior taxa de empregabilidade dos politécnicos da região. No de Santarém destacam-se a Enfermagem, o Desporto e a Tecnologia Alimentar, enquanto em Tomar prevalecem as Engenharias. Há ainda dois cursos com taxa de empregabilidade quase a 100% nos Politécnicos de Castelo Branco e Leiria.

Edição de 12.07.2018 | Sociedade

A primeira fase das candidaturas ao ensino superior arranca a 18 de Julho e prolonga-se até 7 de Agosto. Numa época de ansiedade e de escolhas difíceis para pais e alunos, O MIRANTE revela-lhe o panorama dos politécnicos da região com base nos dados disponibilizados, desde as 00h00 de sexta-feira, 6 de Julho, pelo portal Infocursos. Um novo portal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior feito para “contribuir para apoiar as escolhas no acesso ao Ensino Superior”, segundo comunicado.
Acompanhando a tendência nacional de empregabilidade, o curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde de Santarém, do Instituto Politécnico de Santarém, fica nos primeiros lugares do ranking dos cursos com maior taxa de empregabilidade na região, com apenas 2 registos como desempregados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) em 2017, num universo de 222 diplomados entre 2013 e 2016.
Destaca-se também o curso de Desporto de Natureza e Turismo Activo, da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, com 2 diplomados inscritos no IEFP em 2017, dum total de 65 diplomados no mesmo período. Segue-se o curso de Tecnologia Alimentar da Escola Superior Agrária, com 3 registos em 92 diplomados.
No extremo oposto sobressai o curso de Educação Social da Escola Superior de Educação de Santarém, com 15% de recém-diplomados inscritos no IEFP, um valor bem acima da média nacional que se situa nos 5,5%, para o mesmo curso, em escolas públicas.
Com apenas 3 registos no IEFP em 2017, num total de 81 diplomados entre 2013 e 2016, Engenharia Informática é o curso com melhor taxa de empregabilidade no Politécnico de Tomar, ministrado pela Escola Superior de Tecnologias de Tomar, com uma percentagem de 3,7 recém-diplomados registados no IEFP, um valor abaixo da média nacional que ronda os 5,5%. Seguem-se os cursos de Engenharia Mecânica, com 2 dos 44 recém-diplomados inscritos no Centro de Emprego, e de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, com 4 inscritos no IEFP, dos 76 recém-diplomados.
De salientar que há ainda alguns cursos, em ambos os politécnicos, sem estatísticas disponíveis por não terem inscritos no 1.º ano pela primeira vez no ano lectivo 2016/17. Isto pode acontecer por se tratar de um curso recente e, de acordo com o Infocursos, não tem qualquer implicação sobre a qualidade do curso. É o que acontece, por exemplo, com Negócios Internacionais da Escola Superior de Gestão e Tecnologia do Instituto Politécnico de Santarém, ou com o curso de Construção e Reabilitação da Escola Superior de Tecnologias do Instituto Politécnico de Tomar.

Empregabilidade a 100%
Na lista nacional de cursos com maior empregabilidade destaca-se o Curso de Tradução e Interpretação: Português/Chinês – Chinês/Português da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, com empregabilidade a 100%. A apenas um ponto percentual de distância fica o Curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde de Santarém, onde em cada 100 alunos formados apenas um está inscrito no IEFP. Outro caso de sucesso é o curso de Música, Variante de Instrumento, da Escola Superior de Artes Aplicadas do Politécnico de Castelo Branco, com uma taxa de empregabilidade a rondar os 99%.

No país há 31 cursos com taxa de desemprego zero
Para chegar a estes números, foi feito o rácio entre os recém-diplomados do curso registados como desempregados e o número total de diplomados. Chegou-se à conclusão que, a nível nacional, existem 31 cursos com taxa de desemprego zero.

Politécnicos assumem liderança
O MIRANTE falou com os presidentes dos politécnicos de Tomar e Castelo Branco que não se mostraram surpreendidos com os números divulgados. Eugénio Almeida presidente do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) passou a mensagem de que nos últimos dois anos tem havido uma maior afluência de estudantes. Destacou, no entanto, o decréscimo da população jovem, que vai reflectir-se nos próximos anos lectivos. “O nosso grande objectivo é garantir que os jovens consigam emprego qualificado nesta região (como por exemplo com a parceria que o IPT fez com a Critical Software)”.
António Fernandes, presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), destaca que também o IPCB teve um aumento de alunos nos últimos anos lectivos (27% nos últimos 5 anos). O IPCB criou uma modalidade de ensino à distância que permite mitigar os constrangimentos associados à interioridade “passando a especialização e a qualidade da oferta formativa a assumirem-se como os principais factores de escolha por parte dos candidatos”.
Ao nível da empregabilidade António Fernandes disse que “existe na região um saber fazer industrial que importa valorizar e qualificar” e que permite ao IPCB alguma especificidade no panorama nacional.

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