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Golegã obriga agricultores a arranjarem estradas danificadas pelas regas
Regas estão a danificar caminhos públicos por todo o concelho foto DR

Golegã obriga agricultores a arranjarem estradas danificadas pelas regas

Presidente da câmara garante que quem não cumprir é multado e paga reparações

Edição de 12.07.2018 | Sociedade

A negligência de alguns agricultores do concelho da Golegã que têm pivôs a regar estradas está a irritar o presidente da câmara, que já veio fazer um ultimato aos prevaricadores: ou arranjam as estradas que estão a estragar com a água ou vão ser multados e ainda obrigados a pagar as reparações que a câmara tiver de fazer. José Veiga Maltez diz que está em causa a preservação do património municipal e tem o apoio de uma das mais importantes organizações de agricultores, a Agrotejo - União Agrícola do Norte do Vale do Tejo, que tem sede na Golegã.
Veiga Maltez não está para brincadeiras, tendo mandado a fiscalização municipal fazer um registo de todas as situações de pivôs que estão a mandar água para os caminhos municipais e emitido um edital em que dá um prazo até 23 deste mês para que os caminhos danificados sejam arranjados. Findo o prazo, os proprietários e/ou rendeiros identificados que não tenham posto as estradas em condições de circulação, sem lama e sem buracos, serão alvo de processos de contra-ordenação. E a medida é para cumprir “doa a quem doer”, adverte, realçando que também faz parte de uma família de agricultores.
O autarca salienta que não é por os caminhos em causa não serem alcatroados que têm menos valor. Maltez refere ainda, em declarações a O MIRANTE, que é uma pessoa que privilegia o entendimento e que por isso entendeu dar um prazo para que a situação seja resolvida, em vez de usar o poder de autoridade administrativa.
O vice-presidente da Agrotejo, diz que a posição da associação é a de que todos devem contribuir para a preservação das infraestruturas. Mário Antunes salienta que se deve promover a eficiência da rega, que se deve confinar ao campo agrícola, e desta forma o agricultor “poupa água, energia e não degrada os caminhos públicos”.
O dirigente realça que, apesar de por vezes a mudança do vento projectar a água para a estrada, “em alguns casos os agricultores podem fazer mais do que aquilo que estão a fazer”. A câmara já enviou notificações para proprietários e rendeiros de terrenos agrícolas das zonas da Golegã, São Caetano, Azinhaga, Ortiga, Moitas e Meirinho.

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