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Agricultores começam a alterar culturas para fintar as secas e cheias

Agricultores começam a alterar culturas para fintar as secas e cheias

Edição de 19.07.2018 | Economia

Os fenómenos climáticos extremos têm causado grandes dores de cabeças aos agricultores com culturas de regadio. É por isso, refere o presidente da Câmara de Coruche, Francisco Oliveira, que o concelho tem vindo a assistir ao surgimento de novas culturas e áreas associadas ao regadio, como o cultivo de frutos vermelhos. Uma forma de os agricultores ‘fintarem’ as secas e as cheias.
O autarca falava durante o Dia de Campo InovMilho, na Estação Experimental António Teixeira, em Coruche. Uma iniciativa da Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) e que contou ainda com a inauguração do Centro de Formação e apresentação da Agenda de Inovação para as Culturas do Milho e Sorgo, na presença do ministro da Agricultura, Capoulas Santos.
Francisco Oliveira recorda que em Março a autarquia reuniu-se com a Associação de Agricultores para debater os problemas da seca e, passado um mês, já o concelho se confrontava com situações de cheias devido às descargas das barragens de Montargil e Maranhão. “São fenómenos cada vez mais frequentes e intensos e o pior é que trazem pragas e doenças difíceis de controlar”, afirma.
É por isso, admite o autarca, que é importante aumentar as áreas de regadio, devido às novas culturas que começam a surgir na região associadas às hortícolas e aos frutos vermelhos. Além disso, é fundamental o armazenamento de água. Francisco Oliveira diz que se os agricultores tiverem água de superfície para rega não recorrerão tanto aos furos.
Incubadora de empresas e parque empresarial do Sorraia vão avançar
Durante a sua intervenção o presidente do município aproveitou ainda para relembrar que vai avançar em breve com a construção do Parque Empresarial do Sorraia e pretende criar uma incubadora de empresas nas instalações do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV). Esta é uma das partes do projecto que a autarquia tem com o INIAV. “Já instalámos a Associação de Produtores Florestais de Coruche no edifício do INIAV. Agora, falta a criação de uma incubadora para acolher jovens empresários agrícolas”, adianta.
O InovMilho - Centro Nacional de Competências das Culturas do Milho e Sorgo - foi criado em 2015, envolvendo 34 entidades parceiras comprometidas em implementar uma estratégia de desenvolvimento e inovação destas culturas. Já antes, em 2013, tinha sido assinado o protocolo de revitalização da Estação Experimental António Teixeira, pela ANPROMIS e o INIAV.
Numa altura em que a ANPROMIS celebra 30 anos de existência, a inauguração do novo espaço de formação aberto ao sector e a apresentação da agenda de investigação para as culturas do milho e sorgo são dois passos importantes para o centro. Não só vão permitir formar agricultores e renovar competências dos técnicos agrícolas, mas também promover a competitividade desta fileira através do uso racional dos recursos produtivos.

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