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Desertificação é bem melhor do que alargar passes sociais até ao Entroncamento

Edição de 19.07.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Entroncamento fica a pouco mais de 100 quilómetros de Lisboa. O passe mensal de comboio custa mais de duzentos euros. Os transportes são caros. O comboio é anunciado como um transporte ecológico mas nada é feito para que seja uma alternativa. Quem vive no Entroncamento e trabalha em Lisboa só pode continuar a residir ali se for trabalhador da CP porque não paga viagens ou se for funcionário de outro organismo público que lhe permita pagar menos ou não pagar nada. A opção é arranjar casa num dos concelhos limítrofes de Lisboa para pagar de passe um quarto do que paga. E é assim que o Entroncamento tem vindo a perder população, embora mais lentamente que noutros concelhos. A opção era haver empregos no Médio Tejo para licenciados. Mas não há. Nem para licenciados nem para indiferenciados. A pouco e pouco o Entroncamento e concelhos vizinhos vão-se despovoando e o interior do país alargando até Azambuja. O país não quer investir em medidas que combatam essa situação, está visto.
Rogério Mário Temudo Fonseca

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