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Empresária Maria Teresa Antunes registou em livro a memória viva da sua terra

Empresária Maria Teresa Antunes registou em livro a memória viva da sua terra

“Pé da Pedreira - Um passado que nos orgulha, alicerces de hoje”

Edição de 19.07.2018 | Sociedade

Em Abril de 1956, um pequeno avião que sobrevoava a serra de Pé da Pedreira, durante uma trovoada, foi atingido por um raio, incendiou-se e caiu um pouco mais longe, “na serra pertencente à Mendiga”. Os ocupantes, que seriam dois, morreram carbonizados. O local da tragédia ainda é hoje conhecido como o local onde caiu o avião e embora não esteja assinalado, as pessoas sabem onde fica.
Esta é uma das várias histórias contadas por Maria Teresa Antunes, autora do livro “Pé da Pedreira - Um passado que nos orgulha, alicerces de hoje”, recentemente editado. As histórias e muitas e interessantes informações sobre Pé da Pedreira e as suas gentes, foram-lhe sendo contadas ao longo da vida, quer por familiares quer por habitantes. E as fotografias que ilustram a obra também lhe foram cedidas por pessoas que têm gosto em ver a memória daquela localidade da Freguesia de Alcanede, Santarém, fixada para a posteridade.
“As histórias que conto neste livro são o resultado das minhas vivências e de muitas outras que ouvi contar às pessoas mais velhas da nossa terra. É, pois, a história de Pé da Pedreira que quero deixar neste livro para que as novas gerações possam ter bem presente o imenso esforço, o trabalho, dedicação e o entusiasmou dos seus antepassados em construir as nossa raízes comuns, a nossa terra”, escreve a autora na introdução.
No livro “Pé da Pedreira - Um passado que nos orgulha, alicerces de hoje”, há um registo de profissões, utensílios, ferramentas, usos, costumes, bem como descrições de celebrações tanto familiares como comunitárias, referências à vida familiar e social, referências a produtos usados na alimentação, utensílios usados na preparação das refeições, descrições das casas mais antigas e histórias verídicas de pessoas e acontecimentos.
A florestação das zonas de baldios, que alterou a paisagem e as vidas das populações, também é referida no livro. “As iniciais S.F. eram odiadas pelos agricultores e pelos criadores de gado. Designavam os serviços florestais e estão bem visíveis, pintadas a vermelho, em toda a serra, nas paredes dos chousos, nos carreiros e em pedras dos caminhos. Significavam que a serra já não estava disponível como antes, para trazer gado à vontade. Decorreram protestos mas a serra nunca voltou a ser como antes (...) já não se ia cortar o mato para a cama dos animais, pois passou a haver muito menos gado...”, escreve Maria Teresa Antunes.
Actualmente os baldios de Pé da Pedreira, Valverde, Barreirinhas e Murteira, geram receitas para as obras sociais do Centro Social da Serra do Alecrim , sendo a autora membro dos seus corpos sociais.
Maria Teresa Barreiro dos Santos Antunes apresenta-se como uma natural de Pé da Pedreira, onde reside e casou. Tem três filhos e sete netos e é empresária na empresa MOCAMAR, que criou com o seu marido em 1982, após ter regressado de França onde foi emigrante. Refere com humildade, na sua breve nota biográfica, que em solteira, trabalhou como empregada doméstica e na agricultura com os seus pais e avós.

Empresária Maria Teresa Antunes registou em livro a memória viva da sua terra

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