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Suspeito de 17 roubos em Fátima está em prisão preventiva

GNR apreendeu diverso material informático e também algumas armas de fogo

Edição de 19.07.2018 | Sociedade

A GNR deteve um homem de 32 anos suspeito de ser o autor de 17 furtos em residências e estabelecimentos comerciais na cidade de Fátima. O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal da Comarca de Santarém e depois encaminhado para o Estabelecimento Prisional de Leiria.
Segundo a GNR, “foi realizada uma busca domiciliária que permitiu apreender diverso material informático, como computadores, ‘tablets’, telemóveis e discos rígidos”, assim como armas, “nomeadamente duas pistolas, uma espingarda caçadeira com os canos serrados e sabres”.
“Foram ainda apreendidos outros materiais, continuando a decorrer averiguações sobre a sua proveniência e correlação com outros furtos”, refere a GNR, adiantando que o arguido “mantinha escondido dentro de um poço anexo à sua residência inúmeros artigos”, pelo que foi necessária “a colaboração dos Bombeiros Voluntários de Fátima para drenar a totalidade da água e recuperar alguns desses artigos”.
A Procuradoria da Comarca de Santarém, na sua página na Internet, informa que o processo, tramitado pela secção de Ourém do Departamento de Investigação e Acção Penal, “reporta-se a 14 crimes de furto qualificado na forma consumada, quatro crimes de furto qualificado na forma tentada e um crime de dano na forma consumada, todos eles praticados em Fátima, entre Julho de 2017 e Julho de 2018”.
“No decurso do referido interrogatório judicial, o Ministério Público considerou que o arguido estava fortemente indiciado pela prática dos crimes referidos e evidenciou os perigos de continuação da actividade criminosa e de alarme social capaz de alterar a ordem e tranquilidade pública, pelo que promoveu a aplicação de medida de coacção privativa da liberdade, preferencialmente a de obrigação de permanência na habitação com vigilância electrónica”, esclarece a Procuradoria.
O juiz de instrução deferiu o pedido do Ministério Público, tendo o arguido recolhido ao estabelecimento prisional de Leiria, “onde irá aguardar os trâmites logísticos, entre eles a recolha de autorização de sua mãe, com quem habita”. A GNR vai prosseguir as diligências de investigação nos termos delegados pelo Ministério Público, acrescenta a Procuradoria da Comarca de Santarém.

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