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A primeira vez da actriz Eduarda Oliveira do Teatro Cegada de Alverca
Eduarda Oliveira do Teatro Cegada de Alverca

A primeira vez da actriz Eduarda Oliveira do Teatro Cegada de Alverca

Há 23 anos em Portugal nunca tinha entrado numa praça de toiros

Edição de 27.07.2018 | Sociedade

Eduarda Oliveira, actriz da companhia de teatro Cegada, de Alverca, senta-se nas cadeiras do Campo Pequeno expectante. É a primeira vez, aos 41 anos, que assiste a uma corrida de toiros. Sorriso contagiante e olhos que parecem radares a captarem tudo o que se passa à volta, a actiz acomoda-se elegante na cadeira vermelha rodeada de outros aficionados que esperam pelas cortesias, que dão início à segunda grande corrida de O MIRANTE na principal praça do país.
“Nunca fui a uma corrida porque nunca me levaram”, explica, virando o olhar para a porta dos curros, de onde sai um imponente toiro por entre um estrondo dos cornos a baterem nas portas. A terra da arena salta na corrida do animal. O cavaleiro galopa à frente em várias voltas ao redondel, até se preparar para cravar a primeira bandarilha. Eduarda absorve tudo. Ainda é cedo para saber se gosta do tipo de espectáculo, que até agora nunca lhe tida despertado a curiosidade. Mas o sorriso indica que está a divertir-se.
Eduarda não está nervosa nem antes de a corrida começar nem depois de ver a primeira pega. Nervos, se os tiver de ter, é quando tem de entrar em palco e fazer tudo certinho. Natural de Luanda, Angola, há 23 anos em Portugal, já tinha visto corridas de toiros na televisão, mas confessa que ao vivo é diferente, pelo ambiente, pela emoção. As emoções que mais sentiu foi quando viu os forcados a fazerem as pegas.
O que mais a impressionou foi o silêncio que se faz cada vez que os forcados se alinham em frente ao toiro e o forcado da cara vai dando passos curtos e certos até à distância certa para provocar a arrancada do toiro. Não há vozes na praça. Só se ouve o forcado: “é toiro, é toiro”. “É impressionante o silêncio” que se faz numa praça cheia, comenta em segredo, muito baixinho, para não perturbar o ambiente e ouvir algum “chiu”.
No final, Eduarda não elegia qualquer momento em particular como o melhor. “Gostei de tudo no global, a corrida é todo um colectivo que impressiona”, comenta, realçando que gostou da sua primeira experiência numa praça de toiros. A actiz arrisca, em jeito de balanço, a dizer que uma corrida tem uma arte, uma movimentação e rituais que são quase como um teatro, com actores que enfrentam perigos que não existem no palco.

A primeira vez da actriz Eduarda Oliveira do Teatro Cegada de Alverca

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